Em colaboração com outras organizações internacionais, o FMI identificou e desenvolveu uma série de indicadores distintos que demonstram o impacto da atividade econômica nas mudanças climáticas. Esses indicadores foram agrupados em cinco categorias: atividade econômica, transfronteiriça, financeira e riscos, políticas governamentais e dados sobre mudanças climáticas.
O escopo e a capacidade do Painel de Indicadores de Mudanças Climáticas serão apresentados, na perspectiva de que seja possível apresentar exemplos de indicadores, com visualizações baseadas em dados que demonstrem como a atividade econômica global está afetando o clima e o que os governos estão fazendo para mitigar esses impactos.
Além disso, a questão da transição para uma economia de baixo carbono, depende das atualizações na regulamentação do setor financeiro para cobrir riscos climáticos e exposição a ativos marrons, bem como medidas para ajudar os países a diversificar as economias longe das indústrias intensivas em carbono, mitigando o impacto social nas comunidades afetadas.
De acordo com o FMI, as tecnologias de baixo carbono produzem menos poluição do que suas contrapartes energéticas tradicionais e desempenharão um papel vital na transição para uma economia de baixo carbono. Turbinas eólicas, painéis solares, sistemas de biomassa e equipamentos de captura de carbono são exemplos de bens ambientais. O comércio internacional terá um papel central na transferência de tecnologias de baixo carbono entre economias. Este é um tema ainda pouco divulgado na sociedade, além disso, precisamos conhecer como um país tem vantagem ou desvantagem na exportação de produtos de tecnologia de baixo carbono.
Neste item (economia de baixo carbono), um valor maior que um indica uma vantagem relativa nas exportações de produtos de tecnologia de baixo carbono, enquanto um valor menor ou igual a um indica uma desvantagem relativa. Esses números são determinados pela comparação da proporção das exportações de produtos de tecnologia de baixo carbono de um país com a proporção das exportações globais de produtos de tecnologia de baixo carbono.
Este indicador específico faz parte da categoria transfronteiriça, que examina as emissões de CO2 da produção em um país e determina quanto é usado para satisfazer a demanda interna e externa. Isso fornece mais informações sobre como as economias são afetadas pelas decisões de empresas multinacionais sobre onde localizar suas operações.
Indicadores de atividade econômica – os indicadores desta categoria examinam as emissões de gases de efeito estufa da atividade econômica que podem ter impacto no crescimento econômico e na estabilidade financeira, bem como as metas de mitigação determinadas pelos países para reduzir suas emissões nacionais.
Indicadores Transfronteiriços – os indicadores nesta categoria exploram as emissões de CO 2 da produção em um país e determinam quanto são usados para satisfazer a demanda interna e externa. Isso também leva em consideração as decisões tomadas por empresas multinacionais sobre onde localizam suas operações. Assim, neste quesito inclui-se emissões de CO 2 incorporadas ao comércio, medidas de comércio de bens ambientais e comércio de produtos de tecnologia de baixo carbono e vários fatores relacionados a emissões resultantes de investimento direto.
Indicadores Financeiros e de Risco – os indicadores desta categoria examinam o apoio financeiro para apoiar uma economia de baixo carbono, bem como os riscos associados às mudanças climáticas que podem afetar o crescimento econômico e a estabilidade financeira.
Indicadores de Políticas Governamentais – os indicadores nesta categoria mostram como os governos estão respondendo às mudanças climáticas por meio de impostos e gastos com base em estatísticas oficiais e subsídios implícitos e explícitos a combustíveis fósseis com base em estimativas baseadas em modelos. Estes incluem: receitas governamentais de impostos ambientais sobre energia, transporte, poluição e consumo de recursos; gastos governamentais com proteção ambiental, como redução da poluição, proteção da biodiversidade e das paisagens e gestão de resíduos; e subsídios explícitos e subsídios implícitos a combustíveis fósseis que mostram o impacto das decisões de políticas governamentais sobre os preços dos combustíveis fósseis pagos pelos consumidores em comparação com um preço não subsidiado que leva em conta as mudanças climáticas e outras externalidades.
Dados sobre Mudanças Climáticas – os indicadores desta categoria examinam as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, bem como as tendências do aquecimento global, como o aumento do nível do mar, o aumento das temperaturas e a frequência de desastres naturais, que são indicadores-chave para monitorar as mudanças climáticas e seus impactos nas populações.
De acordo com o FMI, o objetivo do Painel de Indicadores de Mudanças Climáticas é fornecer uma plataforma para a divulgação de dados sobre mudanças climáticas para análise de estabilidade macroeconômica e financeira.
A abordagem que foi apresentada, auxilia no entendimento de que as alterações climáticas representam uma grande ameaça ao crescimento e à prosperidade a longo prazo e têm um impacto direto no bem-estar económico de todos os países. Os dados foram colhidos no FMI porque entende-se que a entidade internacional, tem um papel a desempenhar ao ajudar seus membros a enfrentar os desafios das mudanças climáticas para os quais as políticas fiscais e macroeconômicas são um componente importante da resposta política apropriada.


