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PETRÓLEO, GÁS E FERTILIZANTES EM SERGIPE (I)*


Publicado em 02 de setembro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


** Antônio R. Santos; Edmilson Araújo; Eugênio Dezen; Fernando Fontes; Genival Nunes; Jorge Santana; José T. de Miranda; Manoel Moacir Macêdo; Marcelo Barreto; Rosildo Silva; Sérgio Santos e Sérgio de Araújo
 
Formas, sistemas e regimes de go
verno qualificam o padrão civiliza
tório das Nações. No Brasil, o atual governo federal eleito democraticamente, definiu as suas diretrizes em oposição ao governo anterior. O atual promove o desenvolvimento por indução do Estado, o anterior pela privatização. O atual fortalece as estruturas estatais, o anterior enfraqueceu e extinguiu várias delas. O atual fortaleceu a presença do Estado nas políticas públicas, o anterior priorizou às ações do “Estado Mínimo”. O atual fortalece a democracia, o anterior enfraqueceu os poderes do Estado democrático de direito. 
No caso do Estado de Sergipe e em particular da cadeia do “petróleo, gás e fertilizantes” o governo anterior hibernou e desativou estruturas e elos dessa ampla e significativa cadeia produtivas ob a liderança e amparo da Petrobrás. Registros mostram a superposição entre o progresso de Sergipe e as ações da Petrobrás e do governo brasileiro. Sergipe cresceu e desenvolveu com o Brasil
Contrário a essa estratégia de governar e desenvolver, o anterior governo federal, desativou poços de petróleo em terras sergipanas, privatizou indústrias de fertilizantes e no caso de projetos de prospecção de petróleo em águas profundas, ofertou em leilão abocanhados por corporações multinacionais. Deliberado desprezo à disponibilidade de recursos naturais em Sergipe, cujo aproveitamento racional de petróleo, gás e fertilizantes, contribui decisivamente para a segurança energética e alimentar do Brasil.
Em recente iniciativa à produção de petróleo e gás natural no projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), a Petrobras lançou um edital para contratação de dois navios-plataformas FPSO (Unidade Flutuante de Armazenamento e Transferência), com prazo de construção de até três anos e meio. Com possibilidade dos FPSOs serem disponibilizados no primeiro semestre de 2027.
Cada um dos FPSOs terá capacidade de produção de 120 mil barris de petróleo por dia (bpd), totalizando 240 mil bpd. O “SEAP 1” poderá disponibilizar dez milhões de m3/dia de gás processado, enquanto a planta do “SEAP 2” terá capacidade para disponibilizar oito milhões de m3/dia. Dezoito milhões de m3/dia representam um acréscimo de 34% sobre os 52 milhões de m3/dia de gás consumidos no Brasil em 2022.A construção do gasoduto que irá transportar o volume de dezoito milhões de m3/dia é do máximo interesse às ações da Petrobrás em Sergipe. Projeto incluído no trilionário “Novo PAC – Programa de Aceleração do Crescimento” lançado recentemente pelo governo federal.
O Brasil é um grande produtor e exportador de commodities agropecuárias, mas dependente de fertilizantes importados, contingência agravada com o cenário internacional adverso, como a guerra na Europa. O Brasil importa 95% dos fertilizantes que consome.O Nordeste detém parcela expressiva e crescente da produção agropecuária brasileira, com destaque aos territórios produtivos de Maranhão/Tocantins/Piauí/Bahia (MATOPIBA) e Sergipe/Alagoas/Bahia (SEALBA).Para reverter esse cenário, o gás natural, abundante nos novos poços localizados em águas profundas de Sergipe, pode ser utilizado para a produção de ureia e amônia, os fertilizantes nitrogenados.
Quanto ao fertilizante cloreto de potássio, junto com o nitrogênio e o fósforo, compõem a fórmula NPK relevante à produção agrícola. A grande reserva em Sergipe do minério Carnalita, matéria prima para a industrialização do KCL, demandará cerca de um milhão de m3/dia de gás natural para viabilizar a sua produção comercial. Importante destacar que a atual produção brasileira de Cloreto de Potássio é extraído do minério Silvinita e está limitada à mina Taquari-Vassouras, em Sergipe, que representa apenas 5% da demanda nacional e cuja mina se aproxima do fim de sua vida útil. No artigo seguinte, propostas serão apresentadas no contexto da operabilidade da cadeia produtiva do petróleo, gás e fertilizantes em Sergipe. 
 
*Versão resumida da proposta do Plano de Governo do PT às eleições de 2022 e da Carta de Sergipe entregue ao Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.
 
** Antônio R. Santos; Edmilson Araújo; Eugênio Dezen; Fernando Fontes; Genival Nunes; Jorge Santana; José T. de Miranda; Manoel Moacir Macêdo; Marcelo Barreto; Rosildo Silva; Sérgio Santos e Sérgio de Araújo, colaboradores do Plano de Governo do PT às eleições de 2022 e da Carta de Sergipe.
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