Os gestores municipais ainda não se queixam, eles próprios com dificulda de para elaborar um plano de vacinação plenamente eficiente. Em verdade, no entanto, no ritmo atual, a imunização dos brasileiros só deve ser alcançada em 2024.
O cálculo foi feito por cientistas. Segundo eles, só será seguro retomar a atividade econômica sem maiores restrições com a vacinação de pelo menos 70% da população. As doses disponíveis, contudo, estão ainda muito aquém da real necessidade.
O quadro observado em Sergipe é exemplar. Aqui, como de resto em todo o País, a vacinação engatinha. Numa primeira remessa, o estado recebeu 48.880 doses da Coronavac (Butantã) o que representa a imunização de 24.440 pessoas já que há a necessidade de se resguardar a segunda dose. Na remessa seguinte, Sergipe recebeu 8.800 doses da Coronavac, o que corresponde a vacinação de 4.400 pessoas, e mais 19 mil da Astrazenica (Fiocruz) para imunizar 9.500 pessoas.
De nada adianta imunizar uma parcela tão pequena da população. Para ser eficiente, a vacina tem de chegar a todos, o quanto antes. Infelizmente, falta competência e também seriedade. Por ora, o plano de vacinação nacional reflete o descaso do governo federal com a pandemia que já ceifou a vida de 230 mil brasileiros.


