Política e Ciência

Ao invés do negacionismo, a Ciência. O Ministério da Saúde pretende começar a aplicar as doses de reforço com a vacina bivalente para imunização contra a covid-19 a partir do dia 27 de fevereiro. Sinal de que o País, pouco a pouco, volta aos eixos, após anos de delírio em lugar da boa política.
A negligência com a vacinação dos brasileiros em plena pandemia é exemplar do ponto a que se chegou. Incomutáveis vidas foram perdidas em favor de uma guerra ideológica.
Parece óbvio, mas não é. O descaso com a imunização, ao longo dos últimos anos – uma responsabilidade individual de todo cidadão, pais e mães, compartilhada com o poder público – provocou mortes desnecessárias, perdas irreparáveis.
A ausência de cobertura vacinal traduz perfeitamente o desemparo das políticas públicas de saúde no Brasil durante o governo Boldonaro. Neste particular, a maior parte do trabalho já tinha sido realizado por gestões anteriores, responsáveis pela erradicação do vírus do sarampo e da poliomielite, por exemplo. Mas, recentemente, o ministério da saúde dormiu no ponto.
Vacina só faz bem. Trata-se aqui de uma conquista civilizatória. Infelizmente, a insuficiência de campanhas públicas capazes de informar a população sobre a importância da imunização evocou velhos fantasmas. Sarampo, pólio, difteria, tétano e até febre amarela. Embora os livros de história lembrem o esforço de Oswaldo Cruz, médico sanitarista responsável pela campanha de erradicação de endemias, ainda no século XIX, muitos preferem se consultar com o tio do zap. Deu no que deu.

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