Pouco a pouco

A geração de empregos é o grande óbice da gestão Belivaldo Chagas. O contexto nacional não ajuda, produz reflexos negativos sobre a economia local. Ainda assim, admite-se, pouco a pouco, uma vaga criada aqui, outra ali, remedia-se a situação, minimamente. Faz-se o possível. Até que o vento mude, no entanto, o mar não está pra peixe.
Sergipe registrou um saldo positivo de 1.266 vagas de emprego com carteira assinada no estado, em novembro deste ano. O saldo, com base nos dados do Novo Cadastro Geral de empregados e desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Previdência, decorre da diferença entre 8.524 admissões e 7.258 desligamentos, no período analisado.
Desemprego, informalidade, subocupação e desalento em patamares muito elevados traduzem a depressão do mercado de trabalho brasileiro e sergipano, um contexto onde não resta outra esperança ao trabalhador, além de se submeter à uberização, a precariedade ou a mendicância. Empregos com carteira assinada, com todos os direitos previstos em Lei garantidos, têm hoje a mesma matéria dos sonhos, configuram um privilégio negado ao comum das gentes.
A situação dos trabalhadores sergipanos já foi pior, é verdade. Nem por isso, contudo chega perto de confortável. Para milhões de pais e mães de famílias de mãos estendidas na rua da amargura, o mercado de trabalho ainda é representado pela imagem de uma porta fechada.

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