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Publicado em 21 de fevereiro de 2024
Por Jornal Do Dia Se


“Pobreza menstrual” já foi uma expressão estranha ao glossário político brasileiro. Por razões diversas, a situação a que tais palavras se atém não merecia a atenção dos gestores públicos, não estava em pauta, não constava na ordem do dia. Felizmente, já não é assim.
Há políticos, claro, ainda indiferentes às chagas notáveis no tecido social. A mobilização dos setores progressistas, no entanto, vem conquistando vitórias notáveis. No caso aqui em tela não é diferente.
As diversas omissões do poder público só podem ser remediadas de duas formas: vigilância e o exercício da cidadania. Adolescentes matriculadas na rede de ensino estadual, aqui em Sergipe, por exemplo, não cruzaram os braços ante o veto do ex-presidente Jair Bolsonaro, insensível a ponto de negar absorventes a mulheres pobres. Ao invés de se deixarem abater pelos ouvidos moucos dos poderosos, as jovens tornaram-se exemplo.
Fala-se aqui de Lenice Ramos e Laiza Martins, ex-alunas do Centro de Excelência Atheneu Sergipense. Foram elas as responsáveis pela criação do Programa Absorvente é Direito, destinado à distribuição de absorventes higiênicos entre as alunas da rede estadual de ensino, há dois anos. O programa derivou de um projeto de lei criado por Lenice Ramos, apresentado e pré-selecionado na etapa estadual do Parlamento Jovem Brasileiro, em 2020.
Hoje, a distribuição de absorventes nas escolas estaduais é uma realidade amparada em política pública e o governo de Sergipe disponibiliza mais de 145 mil pacotes de absorventes higiênicos às escolas estaduais. Antes disso, duas jovens botaram a boca no mundo e, assim, conduziram por bom caminho o carro supostamente desgovernado da História.

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