* Rômulo Rodrigues
A eleição de Maria Corina Machado como Prêmio Nobel da Paz caiu no ralo da enxurrada fascista trazida ao primeiro plano das notícias alçando a principal opositora ao governo de Nicolás Maduro da Venezuela; vinda diretamente do anonimato para se juntar à galeria mista de figuras que também não merecem, mas que mostra que dessa vez o exagero foi o grande premiado.
Embora ela afirme que chegou o momento final do governo Maduro, recentes pesquisas internas feitas por institutos ligados à direita, mostram que a reprovação à premiação chegou a 92% da população e a própria contemplada é rejeitada por 75% do eleitorado e 83% serem totalmente contra uma intervenção militar estrangeira.
Maria Corina Machado vive na clandestinidade desde agosto de 2024, tentando repetir as mesmas coisas feitas por Guaidó e o máximo de resultado obtido até agora é deixar a suspeita de o refúgio voluntário de Eduardo Bolsonaro não é mera coincidência.
No momento, sobre o estarrecedor anúncio há o despertar de suspeições sobre interesses econômicos e militares sobre as intenções dos representantes do comitê, suecos e noruegueses, em vendas de aviões caças para grupos que querem abocanhar o Petróleo venezuelano.
Analistas renomados ao redor do mundo consideram uma ofensa à memória de Alfred Nobel que deixou em testamento há 130 anos sua fortuna para contribuição à ciência, à literatura e à paz pela criação do prêmio.
Têm todos, muitas razões quando constatam que em sua primeira entrevista coletiva conclama o ocidente a invadir seu país em uma declaração de guerra explícita contra seu povo, brotada da garganta de quem acabara de ganhar o cobiçado, mas duvidoso, Prêmio Nobel da Paz.
Vozes contundentes, de grande credibilidade não perdoaram a afronta ao classificar a contemplada como uma mera figura ligada estritamente aos interesses dos EUA que é capaz de qualquer coisa para tomar de assalto o Petróleo venezuelano com fez no Iraque, onde roubo também o Ouro, e na Líbia e em outros países.
Não basta o jogo de deixar para depois as farsas das glorificações de Donald Trump e Benjamim Netanyahu para não repetirem a tragédia que foi dar um prêmio a Barak Obama pelo resultado do acordo feito em 17 de maio de 2010 em que o Iran concordou em enviar Urânio para ser enriquecido no exterior, como parte de um acordo assinado em Teerã entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil, o presidente Mahmoud Ahmadinejad do Iran e o primeiro ministro turco Recep Tayyip Erdogan, em proposta feita pela ONU.
Para os eternos defensores das comendas para os verdadeiros pais do terror intercontinental fica uma lição que reflete as ações dos que contestam as histórias oficiais, quando no discurso de Donald Trump no parlamento em Israel para dar ênfase ao acordo de cessar fogo na faixa de Gaza e haver a troca de prisioneiros, parlamentares que exibiam cartazes com as palavras de ordem como: Genocidas e reconheçam a Palestina foram arrastados para fora do plenário pelos seguranças, quem sabe: já mostrando que ali, premiar a paz deu lugar a exaltar a guerra.
Seria cômico se não fosse trágico ouvir um arrogante praticante de guerras permanentes, vociferar na casa do povo, que não aceita a discordância e que o cessar fogo em Gaza é o fim de uma era de terror.
Essa gente usa o máximo de cinismo acreditando em um mundo sem memória, quando ele existe e está atento a um possível ataque do império ao país nosso vizinho que já sofre bloqueio econômico há vários anos, desde o tempo do presidente Hugo Chaves.
No momento os ataques vindos dos EUA estão indo em direção à china a que acusa de sabotagem contra os agricultores de lá e faz ameaça, bem ao seu estilo, que responderá com novas retaliações comerciais; acusando desespero por sentir que está perdendo seu poder que pensava ser dono absoluto no mundo.
Sem perceber a perda de controle interno, não sente o perigo pelas costas já que há sinais de que grupos “trompistas” vicejam de formas organizadas defendendo o racismo, o antissemitismo e até o nazismo.
A pancada da china em cima dele foi pela suspensão da compra da soja estadunidense e passando a comprar da Argentina e do Brasil.
Aqui no território pátrio, escutamos os aplausos no mundo quando o presidente Lula em discurso na FAU disse; um país soberano é aquele que é capaz de alimentar seu povo, sendo reconhecido e aplaudido como Estadista e um dos maiores defensores da paz no planeta chamado Terra.
No retorno, após ser recebido pelo Papa Leão XIV e ter dados recados incisivos no congresso da FAU, chamou o feito à ordem e mandou demitir 370 pessoas de cargos comissionados indicados pela bandidagem que não foi capaz de votar a favor da MP 1303, que compensava a perda de arrecadação da aprovação das isenções do Imposto de Renda em favor da classe média.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político


