A ausência de obras estruturais já rendeu a alcunha de Alagaju à capital sergipana. Em verdade, falta planejamento
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É impossível prever o volume de chuvas que desaba sobreSergipe com precisão matemática ao longo do ano. Vira e mexe, o céu vem abaixo, por assim dizer, causando toda sorte de estragos. O poder público, no entanto, tem uma desculpa pronta para se esquivar da própria responsabilidade ante tragédias que se repetem: alega surpresa e lamenta a suposta excepcionalidade do evento.
A desculpa não cola. A ausência de obras estruturais já rendeu a alcunha de Alagaju à capital sergipana. Em verdade, falta planejamento.
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Aracaju, contudo, não é o único município afetado pela negligência dos gestores locais. Em todo o estado, qualquer chuva um pouco mais forte tem o potencial de provocar perdas irreparáveis, como ocorreu em Capela, meses atrás, quando a rodovia SE-438 foi tragada pela torrente. Três pessoas morreram, surpreendidas pelo improvável, inadvertidas.
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Rodovias, pontes, prédios e encostas tremem agora nos quatro cantos de Sergipe. O grande volume de chuvas que desaba sobre o estado, mais a negligência do poder público – governo do estado e municípios -, pode condenar outros inocentes.
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A chuva forte revela de modo trágico as prioridades dos gestores locais. Ao relegar a realização de obras estruturais para segundo plano, protelando obras de drenagem e manutenção, governador e prefeitos condenam a população à própria sorte.


