Terça, 25 De Junho De 2024
       
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PROFESSORES DECIDEM MANTER PARALISAÇÃO NA UFS


Publicado em 28 de julho de 2012
Por Jornal Do Dia


ASSEMBLEIA DOS PROFESSORES

Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br

Docentes e servidores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) decidiram não voltar ao trabalho. Os professores estão há mais de dois meses paralisados, os servidores há 47 dias em greve.
Em assembleia realizada na manhã de quinta-feira, os servidores da universidade decidiram continuar a mobilização, "Não temos contra proposta para avaliar, a ideia é intensificar as ações", avisou Joseilton Nery, integrante do Comando de Greve.

Na manhã de ontem, sexta-feira, os servidores realizaram ato na área do Terminal a Rodoviário Governador Luiz Garcia, no centro de Aracaju. "Fomos explicar à população a situação dos servidores", comentou Nery. A expectativa dos trabalhadores é com a reunião que acontece na próxima segunda-feira, dia 30, em Brasília (DF), onde o ministro da Educação irá apresentar propostas do Ministério do Planejamento.

No dia 31 de julho, às 7h30, na praça General Valadão, no centro de Aracaju, os servidores da UFS realizam novo ato, dessa vez em conjunto com outros servidores federais. Juntam-se aos funcionários do Instituto Federal de Sergipe, do Ministério do Trabalho, Ministério da Saúde, entre outros.

Professores – Em assembleia ocorrida ontem, 27, no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe (ADUFS), os
professores da instituição votaram por unanimidade não aceitar a proposta apresentada pelo governo na reunião do dia 24 de julho.

A decisão seguiu a orientação do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) de rejeitar novamente a proposta e manter a luta por uma reestruturação efetiva da carreira docente. Seções sindicais estão se reunindo em todo o Brasil até o dia 30 de julho para decidir se vão aceitar os termos do governo ou não.

Segundo o presidente da ADUFS, professor Antônio Carlos Campos, essa proposta mantém as perdas detectadas anteriormente e diminui a autonomia da universidade. "O Comando Local de Greve analisou o documento enviado pelo ANDES-SN e nós percebemos que vários aspectos da proposta anterior permaneceram. Não há variações regulares entre os níveis de carreira, ao contrário de nossa proposta de equilibrá-los. A retribuição por titulação não foi incorporada ao vencimento básico e o reajuste continua sem contemplar as perdas inflacionárias até 2015".

Segundo Campos, "nós lutamos para que a carreira do professor seja atrativa para quem está fora e recompensatória para quem vai se aposentar". Uma nova reunião foi agendada para quarta-feira, 1º de agosto, às 21h, entre o Ministério do Planejamento e as entidades para entrega da contraproposta e apresentação de posicionamentos a partir da manifestação da categoria.

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