Prouni, para além da controvérsia

Nesta edição, o Prouni ofertará 243.850 bolsas, sendo 170.319 integrais (100%)?e 73.531?parciais (50%)

 

Os candidatos interessa dos em participar do processo seletivo para o Programa Universidade para Todos (Prouni) referente ao segundo semestre de 2024 já podem se inscrever. O prazo fica aberto até sexta-feira, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.
Nesta edição, o Ministério da Educação (MEC) ofertará 243.850 bolsas, sendo 170.319 integrais (100%)?e 73.531?parciais (50%), distribuídas em?367?cursos de 901?instituições participantes do programa.
O Prouni tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior. Criado pelo Governo Federal em 2004 e institucionalizado pela Lei nº 11.096, em 13 de janeiro de 2005, oferece, em contrapartida, isenção de alguns tributos àquelas instituições de ensino que aderem ao Programa.
A exemplo do que ocorre com os programas de transferência de renda, estes voltados para o ensino de terceiro grau também provocam raiva e ranger de dentes. Neste caso, contudo, a controvérsia tem alguma razão de ser.
Segundo os críticos do Prouni, o dinheiro que muitas vezes falta para equipar laboratórios e contratar profissionais qualificados nas universidades federais cai de mãos beijadas no colo de empresários pouco ou nada preocupados com a qualidade de um serviço fundamental para o desenvolvimento do país. Explicaria o analfabetismo funcional de boa parte dos estudantes brasileiros, desde o ensino médio até o superior.
Faz sentido. De todo modo, a democratização do acesso à universidade é hoje um fato inegável. E o Prouni exerce papel fundamental na estratégia traçada pelo governo federal para alcançar tal objetivo.

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