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Quadrilha agia em municípios com baixo efetivo de policiais


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Publicado em 07 de maio de 2013
Por Jornal Do Dia


Os acusados foram apresentados ontem pela SSPP

OS SUSPEITOS FORAM PRESOS EM CAMPINA GRANDE (PB) E CONFESSARAM ASSALTOS EM QUATRO MUNICÍPIOS SERGIPANOS. ELES USAVAM ARMAS PESADAS

A polícia revelou novos detalhes sobre a prisão de quatro integrantes da quadrilha que explodiu, em nove meses, os caixas eletrônicos das agências do Banco do Brasil e do Bradesco nas cidades de Boquim, Riachão do Dantas, Itabaianinha e Arauá. Os suspeitos foram detidos na quinta-feira passada em Campina Grande (PB) por policiais civis e militares de Sergipe e da Paraíba, após quase um ano de investigações. O pernambucano Cristiano Silva de Araújo, 31 anos, e os paraibanos Adson Montenegro de Farias, 27, Murilo Medeiros de Souza, 29, e Luzimar Bido de Moura, 35, foram apresentados ontem de manhã na Academia de Polícia Civil (Acadepol). O grupo é considerado um dos mais violentos entre as quadrilhas do ramo que agem em estados do Nordeste.

Um dia antes da prisão, eles trocaram tiros com policiais da cidade de Tuparetama (PE), após dinamitar os equipamentos das agências locais do Bradesco e do BB, situadas a 100 metros uma da outra. Desse assalto, os policiais sergipanos e paraibanos conseguiram recuperar R$ 14.594,00 em cédulas sujas de tinta. Além de agir em Pernambuco e Sergipe, os quatro também são suspeitos de envolvimento com assaltos semelhantes em municípios do Ceará e da Paraíba. "Esta quadrilha agiu em pelo menos quatro municípios do interior da Paraíba, agindo com violência e afrontando a polícia", disse o delegado regional de Campina Grande, Ariosvaldo Adelino de Melo.

De acordo com o diretor do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), delegado Flávio Albuquerque, a quadrilha realizava de um a dois assaltos por mês no Nordeste, sempre durante a madrugada. "Eles escolhiam cidades próximas às divisas dos Estados com baixo efetivo policial e, preferencialmente, que tivessem ao menos duas agências próximas uma da outra. A intenção era levar a maior quantidade de dinheiro no menor tempo possível", explicou, referindo-se às características semelhantes encontradas nas explosões praticadas em Sergipe.

As investigações da polícia sergipana começaram em 1º de junho de 2012, quando o grupo explodiu a unidade do Banco do Brasil em Boquim – foi a primeira ocorrência do gênero no Estado. Depois, o grupo atacou as agencias do BB e do Bradesco em Riachão do Dantas (7 de novembro), Itabaianinha (7 de fevereiro) e Arauá (10 de março). Nestas cidades, bem como em Pernambuco, os bandidos agiam sempre com mais de 10 homens armados, encapuzados e se dividindo em grupos. Outra característica comum está no fato de os carros identificados por testemunhas serem abandonados em locais desertos e queimados pelos bandidos para eliminar qualquer tipo de pista, incluindo as impressões digitais.
"Eles agem com extrema violência e planejamento, utilizam artefatos explosivos para destruir as agências e fecham ruas próximas as delegacias para impedir a perseguição da polícia. Além disso, agem em poucos minutos, levando intranquilidade para as pequenas cidades do interior nordestino", destacou o coronel Maurício Iunes, comandante-geral da Polícia Militar, destacando que a corporação utilizou o seu serviço de inteligência nas investigações.

Além do dinheiro roubado em Pernambuco, foram apreendidas três barras de ferro, um colete balístico, uma espingarda calibre 12, um revólver calibre 38, duas pistolas, centenas de munições de diversos calibres e um caminhão de cor azul e placa MOR-6525, possivelmente usado em um dos assaltos. A polícia também recolheu luvas, máscaras, jaquetas esportivas e até uniformes camuflados do Exército, que foram usados pelos criminosos para invadir os bancos. Os quatro acusados vão ficar presos no Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria (zona sul de Aracaju), considerado de segurança máxima.

Agora, as polícias dos três estados vão concentrar forças na identificação e na prisão dos outros integrantes da quadrilha, já que dois dos presos em Campina Grande são considerados os líderes. Uma segunda quadrilha de assaltantes de caixas eletrônicos também está sendo identificada. A superintendente da Polícia Civil, delegada Katarina Feitoza, informou que a Polícia Civil continuará mobilizada a fim de prender os demais integrantes do bando. "Tínhamos que dar uma resposta eficiente a este caso e para nós não importa qual a origem do bando vamos prendê-los onde estiverem", destacou ela.

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