Quase nada

 

Os vírus mais novos, capazes de derrubar 
milhões de pessoas em um intervalo de 
poucos dias, não tiram o sono dos brasileiros. As autoridades têm a obrigação de se preocupar com o coronavírus e adotar medidas capazes de o manter longe do território nacional. A brava gente, contudo, teme mesmo é o mosquito da dengue.
O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), pretende reforçar o controle do Aedes Aegypti com o lançamento de uma nova campanha contra a dengue. A ação contará com banners, folders, carros de som, peças publicitárias de divulgação para imprensa, além de uma revista em quadrinhos, com jogos e brincadeiras, que serão utilizadas em atividades educativas para que, de uma forma lúdica e didática, as crianças aprendam mais sobre o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika, a diferença entre elas, sintomas, cuidados e dicas de prevenção.
A medida é bem vinda, mas tem poder de fogo limitado. Não adianta convocar a população para o combate sem dar o exemplo. Campanhas de conscientização, através de palestras e promoção à saúde nas escolas, além dos mutirões nos campos, coletas de pneus, a ação diária dos agentes de endemias, são providências ordinárias, o feijão com arroz do combate ao mosquito.
A propagação do Aedes Aegypti tem tudo a ver com meio ambiente. Medidas pontuais como a circulação de veículo fumacê, têm efeito mais palpável do que os produzidos por campanhas educativas, mas ainda passam ao largo do verdadeiro combate. O buraco é mais embaixo. Sem investimento em saneamento básico, quase uma utopia em tempo de crise, qualquer providência neste sentido redunda em mero paliativo, quase nada.

Os vírus mais novos, capazes de derrubar  milhões de pessoas em um intervalo de  poucos dias, não tiram o sono dos brasileiros. As autoridades têm a obrigação de se preocupar com o coronavírus e adotar medidas capazes de o manter longe do território nacional. A brava gente, contudo, teme mesmo é o mosquito da dengue.
O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), pretende reforçar o controle do Aedes Aegypti com o lançamento de uma nova campanha contra a dengue. A ação contará com banners, folders, carros de som, peças publicitárias de divulgação para imprensa, além de uma revista em quadrinhos, com jogos e brincadeiras, que serão utilizadas em atividades educativas para que, de uma forma lúdica e didática, as crianças aprendam mais sobre o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika, a diferença entre elas, sintomas, cuidados e dicas de prevenção.
A medida é bem vinda, mas tem poder de fogo limitado. Não adianta convocar a população para o combate sem dar o exemplo. Campanhas de conscientização, através de palestras e promoção à saúde nas escolas, além dos mutirões nos campos, coletas de pneus, a ação diária dos agentes de endemias, são providências ordinárias, o feijão com arroz do combate ao mosquito.
A propagação do Aedes Aegypti tem tudo a ver com meio ambiente. Medidas pontuais como a circulação de veículo fumacê, têm efeito mais palpável do que os produzidos por campanhas educativas, mas ainda passam ao largo do verdadeiro combate. O buraco é mais embaixo. Sem investimento em saneamento básico, quase uma utopia em tempo de crise, qualquer providência neste sentido redunda em mero paliativo, quase nada.

 

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