Quem tem medo de Ciro Gomes?

* Paulino Fernandes de Campos

Antes mesmo de confirmar sua pré-candidatura ao Governo do Estado do Ceará, o nome de Ciro Gomes já provocou rebuliços, fazendo tremer não só as bases, mas as colunas e tetos eleitorais.
Estando a pouco menos de três meses das eleições de 2026, o ex Governador e ex Ministro cearense ratificou não só sua pré-disposição de concorrer ao cargo maior do Executivo estadual, mas confirmou a expectativa e vontade popular de vê-lo novamente a serviço do Ceará.
Ciro Gomes é uma liderança respeitada, em nível nacional, tanto por sua diferenciada inteligência, como pela experiência como gestor público, já tendo sido prefeito de Fortaleza e Governador do Estado.
Presentemente, o Ceará anseia por uma liderança política com conteúdo e de reconhecido trabalho, o que é de fácil constatação, quando se trata dele.
Embora não tenha feito muito, enquanto deputado federal e secretário de saúde do Estado (por não ser o seu perfil); como chefe do Executivo, ele sempre revelou competência de sobra, para enfrentar os desafios que mais atormentam o Ceará, presentemente.
Falando nisso, não resta dúvida de que a questão das facções criminosas é, presentemente, a que impõe mais desafio ao Estado do Ceará, principalmente pelo desenfreado crescimento que tem tido nas últimas décadas.
Além da inegável competência que tem Ciro em qualquer área para a qual se disponha a trabalhar, só o fato de ele ter, corajosamente, se disposto a enfrentar esse desafio, já o credencia a ocupar o Governo do Estado, pois o Ceará não pode mais viver refém de um gravíssimo problema ligado à segurança pública.
Sem dúvida, o nome de Ciro Gomes, isoladamente, já é suficiente para ser lançado ao cargo de Governador, mas ele não está sozinho, mas aliado a nomes também aprovados pelos cearenses, como por exemplo, Roberto Cláudio, Heitor Férrer e Tasso Jereissati.
Obviamente, nem todos os que se aproximarem de um nome de cotação alta na Política, terão necessariamente os mesmos propósitos, mas certamente Ciro, que é uma raposa velha nesse terreno, saberá “separar o joio do trigo”.
Há os que podem se aproximar, por não terem aprovação, caso se lancem sozinho em uma empreitada; ou investem em uma aproximação provisória, por falta de espaço ou de apoio em outras agremiações.
Com o lançamento da pré-candidatura de Ciro, aquele eleitor que já estava descrente de mudanças (o que é natural pelos tantos desenganos de que o brasileiro já foi vítima), começa a renovar suas esperanças.
Além disso, em se concretizando sua eleição ao Executivo estadual (e consequentemente uma exitosa gestão), ele pavimentará o caminho para o que não só é um desejo próprio de muito tempo, mas também de muitos brasileiros, que sonham em vê-lo na presidência da República.
Essa inquietante aspiração, obviamente, decorre da urgente necessidade de se pôr fim à indesejável polarização que tomou conta do País, em que parece só haver dois nomes como opção.
Não só o Estado do Ceará, mas o País inteiro precisa de representantes munidos de competência e de capacidade que independam de partido político.

* Paulino Fernandes de Campos, defensor público do estado de Pernambuco

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