Ontem, Dia Nacional da Doação de Órgãos, o Governo Federal lançou política nacional para ampliar doação de órgãos no Brasil
A doação de órgãos é uma questão de foro íntimo e também de saúde pública. Uma delicada intersecção de interesses, que precisa ser enfrentada por via do conhecimento, do humanismo e da Ciência. Uma questão de foro íntimo, de saúde pública e, portanto, também de governo.
Ontem, Dia Nacional da Doação de Órgãos, o Governo Federal lançou política nacional para ampliar doação de órgãos no Brasil. As medidas buscam reduzir recusa familiar e ampliar transplantes.
Não se trata apenas de um discurso, sob o propósito de uma data marcada no calendário. O fortalecimento do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) prevê investimentos anuais de R$ 20 milhões e novas estratégias para aumentar o número de doadores.
A iniciativa interessa aos sergipanos. O material humano e a capacidade técnica necessárias a procedimentos cirúrgicos de alta complexidade já são realidade em Sergipe. Profissionais capacitados e unidades de saúde devidamente instrumentalizadas o garantem. Hoje, o único impedimento aos transplantes sob a tutela do Sistema Único de Saúde está na relação entre a demanda e os doadores de órgãos.
O Brasil, aliás, ocupa atualmente a terceira posição mundial em número absoluto de procedimentos, atrás apenas de Estados Unidos e China, sendo líder em transplantes realizados inteiramente por meio de um sistema público de saúde.


