Rian Santos
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Pra muita gente, a Plástico Lunar é a maior banda de rock em atividade por essas bandas. Antes de voltar à ativa, no entanto, com uma apresentação memorável realizada no Verão Sergipe, ano passado, os caras corriam o risco de uma cova rasa, sem os sete palmos de terra devidos a qualquer cristão. Agora que os dias difíceis no Suriname (nome cogitado para o segundo disco da banda) ficaram pra trás, o vocalista Daniel Torres espera recompensar o ostracismo com a maturidade fecundada nesse meio tempo. Barba de molho e dedos cruzados, portanto.
Esta semana, os malucos voltam a meter as caras nos picos de Buracaju. Desta vez, acompanhados pela banda baiana Os Jonsóns. Os convidados são responsáveis por uma mescla sonora esperta, que bebe em diversas fontes, deixando sobressair, no entanto, um apreço todo especial pelo melhor do rock duro.
As influências do grupo remetem ao rock’n roll clássico, mediado pelo desencanado rock gaúcho. Ecos do rock das profundezas do underground brasileiro, como Cascavelletes, Júpiter Maçã e Graforreia Xilarmônica. Papo sério com uma pitada de humor. Pero no mucho.
O Suriname ficou pra trás – Em nossa última conversa, há alguns meses, Daniel era puro entusiasmo. Quase tudo o que então foi dito, reproduzido abaixo, segue valendo. Pra tocar a firma conforme o planejado, contudo, falta o vil metal. Sem grana não tem amor, como naquele hino dos 80.
"Sou suspeito pra falar, mas o disco está fantástico, muito melhor que o Coleção de Viagens Espaciais, em vários aspectos. Primeiro o técnico. A qualidade desse segundo registro é muito superior. Além disso, conseguimos manter o nível de nossas composições. Colocamos os pés no chão, nossas letras estão menos viajandonas. A banda ganhou um certo frescor".
Daniel adiantou que o disco contou com a colaboração de muita gente boa da cena local. Julico (ex-guitarrista da banda), Arthur Matos e Littlel Mel (Máquina Blues) meteram as fuças no bagulho.
"O disco está fechado. Já gravamos quase todas as guitarras. Julico participou de quatro faixas. Little Mel fez uma participação stoniante, e Artur "Gigantinho" Matos vai tocar violão numa das poucas faixas que nunca foram executadas em público".
Para Daniel, o palco é mesmo o lugar ideal para a banda exorcizar alguns demônios. "Quando esse projeto começou a ganhar forma, há cerca de dois anos, havia certo pessimismo no ar. Estamos em outra fase da vida, e as canções novas devem refletir isso".
Plástico Lunar e Os Jonsóns (BA):
Sexta-feira, 18 de abril, às 22 horas, na Che Petiscaria (Rua Capitão Joaquim Martins Fontes, 180 – Farolância).


