O que haveria acontecido? Pirou por completo o Instituto Datafolha dando ao município de São Cristóvão a privilegiada posição de sétimo melhor administrado entre os 5.281 municípios brasileiros?
Coitado do Juiz Costa Neto, passou parte da sua vida lutando contra a corrupção endêmica, ostra maligna incrustrada no infelicitado município.
Tentou o Juiz afastar e punir prefeitos, mas a orgia com dinheiro público prevaleceu. O eleitor desinformado, carente, sempre se transforma em massa de manobra manipulável pelos que não têm escrúpulos para mentir, enganar, tripudiar sobre a miséria, distribuindo humilhantes esmolas, favores pessoais realizados à custa dos cofres públicos. Dessa forma perpetuou-se uma indignidade, uma anomalia administrativa que feriu todos os cânones daquilo requerido para que haja um mínimo, um resquício, do que vagamente se denomina cuidado com o dinheiro do povo, esse ente virtual, todavia, concretamente vilipendiado.
Pois é, depois de figurar entre páginas policiais e ácidos comentários políticos, consequências do caos ali estabelecido, São Cristóvão, de repente, sem mais nem menos, como por obra de estranhíssima alquimia regeneradora, surge como exemplo de administração competente, exemplar. São Cristóvão, a velha capital, ali, bem pertinho da nova, parece um feudo distante, um desses locais isolados no oco do mundo, onde a força corretiva das instituições não tem logrado êxito.
Ou as notícias sobre o ¨milagre¨ sancristovense seriam falsas, ou o DATAFOLHA não passa de um instituto incapaz de lidar com realidades objetivas, meridianamente claras, que as ¨metodologias¨ de pesquisas fajutas não constatam, ou preferem ocultar.


