Apesar das providências, no entanto, mais de 400 mil residências permanecem no escuro, dias a fio
São Paulo, a maior cidade da América Latina, está no escuro. A instabilidade climática, mais a negligência de um concessionária de energia deixaram mais de 500 mil casas sem luz.
Restabelecer a energia elétrica em São Paulo e região metropolitana, após o temporal que atingiu a região na última sexta-feira, é prioridade do governo federal.
Segundo o ministério de Minas e Energia, além da Enel, responsável pela distribuição da energia para as áreas afetadas, que tem 1.400 profissionais atuando para restabelecer o serviço, o trabalho será reforçado pelos profissionais de outras empresas concessionárias de energia do país.
Apesar das providências, no entanto, mais de 400 mil residências permanecem no escuro, dias a fio. O episódio, mais a demora para remediar o problema, reclamam autoria e a responsabilização dos culpados.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre e Silveira, criticou a concessionária e o setor de energia por reduzir a mão de obra qualificada e disse que as distribuidoras sofrerão penalidades se não melhorarem a frequência e duração de eventos como o apagão mais recente.
De fato, num mundo sacudido por eventos climáticos extremos, há justificado de que a sombra sobre São Paulo se transforme em evento corriqueiro. A naturalização do absurdo, contudo, seria o pior de tudo, inaceitável.


