Desde os capítulos da História, até a instituição do Dia da Sergipanidade muita água passou embaixo da ponte
Hoje, a palavra está na moda, faz parte do léxico de qualquer intelectual de meia tigela radicado na província: Sergipanidade. O principal marco desse sentimento complexo, que se reflete na valorização dos valores locais e reconhece nas expressões artísticas uma de suas manifestações mais evidentes, contudo, raramente é lembrado.
Como bem advertiu o saudoso Luiz Antônio Barreto, em artigo publicado nesse mesmo diário, há um bom par de anos, foi somente quando o imperador Dom João VI assinou a Carta Régia que desanexava o território sergipano da Bahia, em 08 de julho de 1820, que foram lançadas as sementes que germinariam tantos anos depois.
“Por mais que os episódios gerados pela decisão de Dom João VI ainda careçam de melhor interpretação, o 8 de julho de 1820 tem sido convertido no símbolo da liberdade, da independência, da autonomia econômica, da construção da sociedade sergipana”.
Desde os capítulos da História, até a instituição do Dia da Sergipanidade, contudo, muita água passou embaixo da ponte. A data festiva foi instituída pela Lei nº 8.601/2019, que tem o objetivo de reafirmar a identidade cultural sergipana, destacando as características inerentes ao povo sergipano.
Consequência de um modelo de educação ainda capenga, o comportamento irrefletido, alheio às nossas expressões culturais mais autênticas, vem sendo finalmente problematizado, superando o descaso com a memória. O Dia da Sergipanidade, celebrado com toda a pompa, é a maior prova.


