Se depender do governo federal, Sergipe conti- nuará à míngua, com a economia estagnada, sem capacidade de gerar riqueza e empregos. Os sinais são claros. A retração dos investimentos realizados pela Petrobras, por exemplo, revela que o tesouro nacional não reluz tão cedo por aqui.
Foi justamente para reagir ao contexto adverso que a Assembleia Legislativa do estado encomendou um estudo sobre o potencial econômico local. Em oito meses, os dados levantados pela Fundação Dom Cabral devem apontar o rumo mais seguro para Sergipe superar a crise. A ideia é orientar o desenvolvimento de políticas públicas, mãos dadas com o governo estadual e as prefeituras locais.
Assim, a Alese procede muito bem. Nos últimos anos, aquela Casa produziu muito pouco. Já era tempo de os senhores deputados justificarem os polpudos salários, os privilégios, as mordomias.
A reação já tarda. Segundo pesquisa divulgada em agosto, as oportunidades oferecidas aos sergipanos ainda estão muito aquém da demanda gerada por 167 mil trabalhadores desempregados, 179 mil subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e 93 mil desalentados. Entre os que estão empregados, apenas 231 mil trabalham com carteira assinada, 151 mil estão sem carteira e 284 mil trabalham por conta própria.
No caso de Sergipe, a esperança que resta se encontra desde as profundezas do solo nativo até o ar. Gás, petróleo, potencial energético variado, fartura de sol e vento. O estudo certamente será útil à elaboração de um Plano de Desenvolvimento Sustentável.


