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Servidores da justiça eleitoral farão greve de advertência


Publicado em 16 de agosto de 2012
Por Jornal Do Dia


Os servidores da justiça eleitoral decidiram por uma greve de advertência

SERVIDORES DA JUSTIÇA ELEITORAL FAZEM PROTESTO NA FRENTE DO TRE

Milton Alves Júnior

Sem reajuste salarial desde o ano de 2006, e aguardando aprovação do Plano de Cargo e Salários (PCS), em debate na Câmara dos Deputados desde 2009, cerca de 150 servidores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Tribunal Regional Eleitoral (TRE), e Justiça Federal (JF/SE) se reuniram na manhã de ontem a fim de debater a  falta de interesse por parte do Governo Federal em atender as reivindicações das categorias. Após rápida assembléia, os manifestantes decidiram por unanimidade decretar uma greve de advertência de 24 horas já na próxima quarta-feira, 22.

Com servidores de outros estados paralisados por tempo indeterminado desde o início desse mês, os funcionários que atuam no Estado de Sergipe não descartam a possibilidade de seguir a mesma linha. De acordo com José Pacheco, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Sergipe (Sindjuf/SE), a união dos profissionais é essencial. "Percebemos que em São Paulo, por exemplo, nossos colegas de profissão se uniram e estão de braços cruzados desde o último dia oito. Vamos realizar essa greve de advertência, e caso essa situação permaneça, a tendência é que uma greve geral e sem prazo para acabar seja aplicada aqui também", disse.

Durante todo o dia de ontem, assembléias foram realizadas em outros estados a fim de fechar o acordo entre o Executivo e o Judiciário Federal, além de exigir a garantia de repasse dos recursos do PCS na proposta orçamentária a ser enviada ao Legislativo até o próximo dia 31. Ainda de acordo com o sindicalista, com a greve, os serviços públicos, principalmente no TRE, serão prejudicados. "Estamos em um ano eleitoral e qualquer ausência do servidor pode comprometer e muito o sucesso do processo democrático. Esse não é o nosso interesse, mas por falta de diálogo e atenção junto as nossas categorias, iremos nos mobilizar. O primeiro passo será quarta", concluiu Pacheco.

Reuniões –  Até o início da paralisação, a direção do Sindjuf/SE estará realizando reuniões técnicas com o objetivo de criar um calendário de mobilizações. Na manhã de hoje, o presidente José Pacheco segue para Brasília para re-associar o sindicato sergipano junto a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Fenajufe). Por falta de compromisso financeiro da antiga gestão, o Sindjuf/SE foi desvinculado do grupo nacional. Também em greve, servidores de oito categorias federais, e estaduais, realizaram na manhã de ontem uma grande marcha que teve como ponto de concentração o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Entre os sindicatos participantes estava o Sindicato dos Condutores de Ambulância da Saúde (Sindconam), Sindicato dos Servidores da Funasa em Sergipe (Sindsfu/SE), além de agentes da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), funcionários da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e servidores do Ministério da Saúde (MS).

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