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Servidores protestam contra corte de ponto


Publicado em 14 de julho de 2012
Por Jornal Do Dia


A greve nos órgãos federais está aumentando em Sergipe

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

Servidores federais foram às ruas da cidade na manhã de ontem em um protesto unificado contra a orientação do Ministério da Saúde em cortar o ponto dos trabalhadores em greve desde o dia 18 do mês passado.

O ato público aconteceu no Calçadão da João Pessoa e reuniu vários trabalhadores do Ministério da Saúde, Ministério do Trabalho e Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

O ato foi organizado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Sergipe (Sindisep), o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência no Estado de Sergipe (Sindprev/SE) e SindMisco.

Ricardo Nunes, presidente do Sindicato dos Servidores Federais da Saúde, informou que o movimento sindical já antecipou a discussão jurídica sobre a orientação do corte de ponto do Ministério da Saúde no sentido de bloquear as ações contra os trabalhadores e enfraquecimento do movimento paredista.
"Antes mesmo de decretar a ilegalidade da greve, o governo federal quer cortar o ponto dos trabalhadores de todos os grevistas, o que representa um atentado ao direito de greve", reage.

Saída jurídica – Os trabalhadores já estão discutindo uma estratégia jurídica contra a orientação do Ministério da Saúde. Na quinta-feira, 12, os sindicatos e Comando de Greve realizaram assembleia no Núcleo do Ministério da Saúde em Sergipe para avaliar o movimento grevista, discutir o corte de ponto, orientado pelo Governo Dilma, e retirar nomes dos filiados que irão participar da Caravana dos Servidores Federais em Brasília.

O SINDIPREV/SE se reuniu com o Chefe Serviço de Gestão de Pessoal, para tratar da orientação do Governo Federal sobre o que seria corte de ponto e comando do código de greve.

O entendimento jurídico do SINDIPREV/SE é no sentido de que a greve é nacional e que o Governo orienta o comando de Código de Greve para todos os trabalhadores grevistas e não o corte de ponto, como foi sugerido pelo Ministério da Saúde.

Além do corte de ponto, Nunes destacou que o ato público é uma forma de chamar a atenção da sociedade para problemas enfrentados pela categoria como o congelamento salarial e estrutura deficiente dos órgãos.

"Há mais de 15 anos os servidores federais não têm os vencimentos reajustados, um reflexo do descaso do poder publico com a administração federal", completa.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB-SE) também participou do ato público. "Desde o ano passado, o governo, tanto na esfera federal como estadual, tem enrolado os trabalhadores. Por isso é importante atos públicos como esse que alertam a sociedade para o desmantelamento da máquina administrativa e a consequente precarização da oferta de serviços prestados à população", diz Edival Góes, presidente da CTB-SE.

Reivindicações – As principais reivindicações da categoria são definição da data- base, valorização do salário com reposição fracionária, paridade entre os aposentados e pensionistas contra qualquer medida provisória com os direitos dos trabalhadores. Ele ainda afirma que eles deveriam ter o complemento do salário mínimo.

No próximo dia 18, servidores de todo o pais realizam mais uma marcha em Brasília em protesto contra a política de arrocho salarial promovida pelo governo federal. 

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