Sobre duas rodas

Uma campanha informativa a respeito dos riscos a que se dispõem os motociclistas seria bom começo

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Segundo a SMTT de Aracaju, 48% dos acidentes de trânsito registrados o ano passado, até meados de maio, envolveram motociclistas. Percentual, assim, tão elevado, deveria assustar, provocar a reflexão e produzir consequências. De lá para cá, no entanto, nada mudou.
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Ontem, o mesmo órgão divulgou nova estatística relacionada ao tema: desde o início de 2025, até o último dia 27, pelo menos 1015 motociclistas se envolveram em acidentes de trânsito, um aumento de 15% em relação às ocorrências registradas no mesmo período, ano passado.
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 A atualização foi divulgada em alusão ao Dia Nacional do Motociclista, convidado a encarar uma evidência irrefutável dos riscos derivados do deslocamento sobre duas rodas.
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Os dados relativos a vítimas fatais são os mais preocupantes. Este ano, os acidentes com vítimas saltaram de 15 sinistros registrados, em 2024, para 19 – um aumento de 26,67%, embora 2025 ainda esteja longe de chegar ao fim.
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Os acidentes de trânsito envolvendo motociclistas são questões complexas. Além de apontarem as dificuldades de mobilidade observada nos grandes centros urbanos brasileiros – cidades de médio porte, como Aracaju, incluídas -, esses casos acabaram se tornando também uma questão de saúde pública. Segundo especialistas, já é possível falar em uma verdadeira epidemia.
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 Se esta é uma questão de saúde pública, como os números supracitados e diversos estudos sugerem, o poder público tem de atuar no sentido de inibir o uso da motocicleta. Há diversas vias pelas quais tal interferência poderia se dar. A via fiscal, inclusive. Mas como esta é também uma questão social – basta observar que grande parte dos motociclistas são trabalhadores de baixa renda -, convém buscar outros caminhos. Uma campanha informativa a respeito dos riscos a que se dispõem os motociclistas seria bom começo.
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