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SOBRE ELEVADORES


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Publicado em 29 de dezembro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


* José Fernandes de Lima

A construção de edifícios de mais de um pavimento é uma prática antiga. Muitos palácios antigos já tinham dois, três e até quatro andares. Hoje, podemos encontrar prédios de mais de cem andares, mas a popularização dos prédios de mais de oito andares só se tornou possível depois do aperfeiçoamento do elevador.
Do ponto de vista da construção civil, os problemas estavam superados. A tecnologia para construção de prédios de vários andares já era conhecida. O problema surgia na hora que as pessoas verificavam a dificuldade para subir até os andares mais altos.
Um indivíduo que morasse no oitavo andar e não dispusesse de elevador acabava sofrendo muito para chegar em casa. E se fosse idoso, as coisas ficavam ainda mais complicadas.
A ideia da utilização do elevador também é uma ideia antiga. Os egípcios já utilizavam mecanismos para elevação de água ou de pessoas. Há também relatos da utilização de plataformas para a elevação de pessoas no Império Romano.
Por que então o elevador não se tornava popular na construção dos edifícios?
Primeiro por causa da necessidade de uma força motriz adequada para mover o elevador. Segundo porque as pessoas tinham medo de cair.
A questão da força motriz foi resolvida pelo uso da máquina a vapor e depois pelo uso da eletricidade.
A questão do medo de cair só foi “superada” em 1853 quando o americano Elisha Graves Otis inventou a trava de segurança. Ele desenvolveu um sistema de segurança para evitar a queda da cabine no caso de falha do cabo.
A apresentação desse sistema foi um verdadeiro show de marketing. Ele montou um elevador aberto para a visão do público, ficou lá dentro, fez cortar o cabo e mostrou que a trava funcionava, não deixando que o elevador caísse.
Esse evento foi decisivo para a popularização do elevador.
A invenção foi patenteada, pouco tempo depois. A OTIS, empresa criada por ele, continua sendo uma das maiores fabricantes de elevadores e de escadas rolantes do mundo. A Otis Elevator Company é uma empresa norte americana com filiais em mais de 200 países.
A possibilidade de usar o elevador para atingir os andares mais altos permitiu à engenharia civil a construção de prédios cada vez maiores. Atualmente, os elevadores são bastante modernos e dispensam até os ascensoristas. Basta apertar um botão e pronto. A porta fecha automaticamente e até avisa para que as pessoas liberem a entrada.
Quando o prédio é muito alto, os engenheiros costumam colocar elevadores com dois ou três estágios. Além de facilitar o processo de construção, essa estratégia favorece a adaptação dos usuários no que se refere a variação de altitude.
O elevador é composto de várias partes que funcionam em harmonia. A cabine e o contrapeso funcionam em conjunto, como uma gangorra. Enquanto a cabine sobe, o contrapeso desce. Há uma casa de máquinas onde ficam a máquina de tração, o quadro de comando, o limitador de velocidade e o quadro de força do elevador. A cabine sobe e desce através da caixa de corrida do elevador.
O elevador tem dois freios, um na casa de máquinas e um freio de segurança. O freio de segurança é fixado na armação do carro. Quando acionado pelo limitador de velocidade, o freio de segurança prende a caixa na guia e para a caixa imediatamente.
O limitador de velocidade é um dispositivo montado no piso da casa de máquinas, constituído de uma polia, cabo de aço e interruptor. Quando a velocidade do carro ultrapassa um limite pré-estabelecido, o limitador aciona mecanicamente o freio de segurança e desliga o motor da máquina de tração.
O quadro de comando é o cérebro do elevador, ao apertar o botão chamado o elevador, o quadro de comando envia um sinal à máquina de tração, ordenando que gire. Quando o motor gira no sentido horário, a roldana levanta a cabine do elevador e quando o motor gira no sentido anti-horário, a cabine do elevador desce.
Os sensores utilizados na porta do elevador para evitar que alguém seja espremido são baseados num fenômeno físico chamado efeito fotoelétrico. Um feixe de luz ultravioleta é enviado de um lado da porta do elevador, atinge um sensor localizado no outro lado e produz uma corrente elétrica. Uma pessoa estacionada na porta do elevador interrompe o feixe de luz e o sensor avisa ao quadro de comendo que a porta não deve ser fechada.
O efeito fotoelétrico foi explicado em 1905 por Albert Einstein. Foi por conta desse trabalho que Einstein recebeu o Prêmio Nobel.
O comportamento das pessoas muda quando elas entram no elevador junto com outras. Umas ficam sérias, outras falantes e algumas demonstram nervosismo e irritação.
A instalação de espelhos na cabine do elevador tem a finalidade de distrair o usuário, diminuir a sensação de claustrofobia e ajudar a passar o tempo.

* José Fernandes de Lima, físico, professor, presidente da Associação Sergipana de Ciência.

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