Terror golpista

Nunca se viu nada parecido.
Última segunda-feira, após o presidente Luis Inácio Lula da Silva ser diplomado, em Brasília, criminosos inconformados com os ritos democráticos tocaram o terror na capital federal. Clamam por um golpe de estado, livres para delinquir.
Os apoiadores de Bolsonaro, derrotado nas urnas, incendiaram ônibus, carros, depredaram prédios públicos e privados, tentaram invadir a sede da Polícia Federal. Ninguém foi preso, entretanto.
Já passa da hora de as autoridades responsáveis pela aplicação da Lei e a manutenção da ordem enquadrarem os golpistas às portas dos quartéis. Não se trata aqui de uma manifestação política legítima. Mas de arruaça e vandalismo, nos casos mais brandos. O terrorismo doméstico está caracterizado nos atentados cometidos contra a vida e a integridade dos cidadãos, nos eventos mais drásticos.
Não é preciso realizar grandes saltos de retórica para apontar o dedo na direção dos golpistas a serviço do bolsonarismo. Basta lançar mão de lógica elementar. São criminosos aqueles que cometem crime, a fim de satisfazer a suas ambições, fazer valer a própria vontade. Atentados contra a Democracia são definidos como crime. Logo, os seguidores do presidente Jair Bolsonaro que insistem em clamar por um golpe não passam de reles criminosos e merecem ser tratados como tal. É simples assim.

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