Transição avança

O Brasil é maior do que o bolsonarismo. Prova disso, a despeito da notória má vontade do presidente derrotado Jair Bolsonaro, a transição avança em conformidade e obediência a todos os ritos democráticos.
Sim, uma parcela minúscula da população, influenciada pela pregação golpista do presidente Bolsonaro, permanece inconformada com a derrota sacramentada nas urnas. Há dúvidas se o atual presidente passará a faixa ao sucessor eleito, em atenção ao decoro e a tradição das cerimônias de posse. De um modo ou de outro, entretanto, Lula subirá a rampa do Palácio do Planalto, no dia 01 de janeiro, resguardado por todas as instituições da República, a fim de tomar posse.
A transição entre governos, aliás, já é realidade. O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin assinou três portarias que marcam o início formal dos trabalhos da transição de governo em Brasília. Uma das portarias nomeia um conselho político, com representantes dos partidos que formaram a coligação de Luiz Inácio Lula da Silva e siglas que se juntaram ao grupo após a eleição.
No Brasil paralelo do bolsonarismo, a proclamação do resultado das eleições não deu fim à disputa. Os lunáticos permanecem mobilizados, clamam por um golpe de estado.Trata-se um de comportamento temerário, os negacionistas das urnas eletrônicas devem responder por seus atos, na forma da Lei. É também na forma da Lei que a transição avança, indiferente aos protestos dos patriotas da Terra plana.

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