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Um ‘Banquete Ressurgente’: do “requentô” ao “kisoborô”


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Publicado em 03 de janeiro de 2024
Por Jornal Do Dia Se


* Gregório José

Nesta segunda-feira, 01 de janeiro, primeiro dia do ano, vivemos uma inusitada revisita às panelas dos banquetes da ceia de Ano Novo, Revéillon, ou encontros familiares. Numa terra onde o apetite é insaciável e a criatividade gastronômica não tem limites, nasceu uma tradição culinária única: o banquete dos restos. Uma celebração em que as sobras de almoços e jantares ganham novos nomes deliciosos e inusitados.
Imaginem um festim japonês, onde as sobras se transformam no exótico “Kisoborô”. Esse prato orgânico é uma explosão de sabores, uma dança de sushis e sashimis que se recusam a serem desperdiçados. Os rolinhos de arroz e peixe se misturam em harmonia, enquanto o wasabi e o shoyu criam uma sinfonia picante que faz a boca dançar.
Da França, as sobras de um jantar requintado se transformaram no tradicional “Restô Dónté” brasileiro. Baguetes e queijos se unem em uma conspiração chinesa, enquanto molhos se misturam, criando uma experiência que desafia até mesmo os mais renomados chefs em suas cozinhas. Com uma taça de vinho, os restos ganham uma nova vida, transformando-se num banquete digno de uma brasserie parisiense.
Mas a jornada pelos restos não para por aí! Da Alemanha, as sobras se transformam no “Heiteres Haxen”, onde A salsicha de ontem é a estrela de um prato novo, acompanhada por um repolho repaginado viram uma festa de sabores defumados e crocantes. Do solo italiano, nossas sobras ganham vida como a “Abbondanza”. Uma pizza de anteontem? A base perfeita para uma fritada à moda italiana. As massas que sobraram? Agora são protagonistas de um prato de lasanha totalmente inédito. A arte italiana de aproveitar tudo e criar algo novo.
Portugal nos brinda com “Portugulose Specialé”, um prato que transforma em sobras de bacalhau, azeitonas e azeite em uma festa à beira-mar. O sabor salgado do oceano se mistura com a doçura das uvas, proporcionando uma experiência gastronômica única.
Num mundo onde as fronteiras culinárias se desvanecem, o banquete dos restos é uma celebração da diversidade, uma homenagem à inventividade humana. Cada cultura contribui com seus sabores únicos, transformando o que seria dedicado em verdadeiras obras-primas gastronômicas.
Na próxima vez que olhar para as sobras de um bom almoço ou jantar, lembre-se: você está diante de uma tela em branco, pronto para ser pintado com os sabores mais incríveis e inesperados. Que a festa dos restos continua a nos surpreender e a nos deliciar, mostrando que a verdadeira magia está na arte de reinventar.
*(Tradutório brasileiro)*
“*Heiteres Haxen*” – (O Joelho que Faz Rir!) vindo da Alemanha
“*Abbondanza*” – (Abundância) vindo da Itália
“*Portugulose Specialé*” – (Guloseima Portuguesa) vindo de Portugal
“*Kisoborô*” – (Que sobrou) vindo do Japão
“*Restô Dónté*” – (Resto de ontem) trazido da França

* Gregório José, jornalista/radialista/filósofo

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