Um sonho

Botar a maternidade Lourdes Nogueira de pé, entregar a obra para a população, não foi fácil. Idealizada há mais de uma década, a maternidades finalmente foi inaugurada ontem. O intervalo entre os extremos temporais da empreitada, mais o custo de R$ 18 milhões assumido pela Prefeitura de Aracaju, dá uma ideia aproximada dos desafios enfrentados, a fim de realizar tal sonho.
“É a primeira maternidade pública da história da nossa cidade, de impacto perene na vida da nossa população, e eu não poderia estar mais feliz”, asseverou o prefeito Edvaldo Nogueira, referindo-se a um sonho.
O sonho do prefeito, contudo, não atende a simples capricho. Mas a uma urgência tangível da realidade municipal. Há tempos, a maternidade Santa Izabel, até agora o principal acesso para as gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Aracaju, não dá conta da enorme demanda. Assim, a maternidade Nossa Senhora de Lourdes, originalmente destinada a procedimentos de alta complexidade, era também sobrecarregada. O resultado era uma assistência deficitária, muito aquém da real necessidade da população.
O primeiro complexo materno-infantil público municipal da capital sergipana entrará em funcionamento, na segunda-feira (17), com capacidade para realizar 500 partos por mês, e a missão de ampliar os serviços de saúde do município.
Espera-se, portanto, que a inauguração da maternidade Lourdes Nogueira dê fim ao calvário das gestantes de Aracaju – um imperativo humanitário. Do pré-natal ao parto, só quem já pariu sabe, há um longo percurso a ser vencido.

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