O tiro golpista saiu pela culatra. Ataques infundados ao sistema eleitoral transformaram o pleito a ser realizado neste domingo, 02 de outubro, numa trincheira democrática. Ao contrário do fenômeno observado em votações mais recentes, quando a sociedade em geral manifestou certo fastio em relação aos ritos determinados pela Constituição, o número de abstenções deve ser muito reduzido. O momento é mesmo de vestir a camisa da Democracia e depositar o voto na urna eletrônica – à prova de fraudes, seguras e auditáveis, convém frisar.
De fato, há muito em jogo. O acirramento dos embates ideológicos derivou em ameaça ao espírito cívico que deveria promover a festa da Democracia. A atmosfera de conflito já não é privilégio de municípios interioranos, onde sempre imperou um clima de ódio político contido pela presença ostensiva das forças policiais. Sinal dos tempos, nenhuma cidade brasileira está hoje a salvo da intolerância. Mesmo nos grandes centros urbanos, a proximidade do pleito provoca uma animosidade primitiva, muitas vezes estimulada por supostas lideranças populares. Registros de diferenças resolvidas no calor da bala, na ponta da faca, às vésperas do pleito, abundam.
Os dados foram lançados. Neste domingo, a brava gente deve atender a um chamado cívico, a fim de expressar em alto e bom som o que esperam do futuro e resguardar, assim, a nossa Democracia. Que assim seja, uma festa!


