Venda da Deso pelo ralo

Os supostos desvios no caso em tela alcançariam uma cifra milionária, algo em torno de R$ 10 milhões

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A privatização da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) é fato consumado. Eventuais prejuízos derivados da terceirização dos serviços, assim como a correta aplicação dos recursos oriundos da cessão, no entanto, ainda estão na mira dos órgãos de controle.

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O Pleno do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE) já abriu, por exemplo, processo contra o ex-prefeito de Propriá, Valberto de Oliveira Lima. A decisão foi tomada após representação do Ministério Público de Contas de Sergipe (MPC-SE), que identificou mau uso na gestão dos valores recebidos com a outorga da Deso.

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Os supostos desvios no caso em tela alcançariam uma cifra milionária, algo em torno de R$ 10 milhões. Mas trata-se apenas se um exemplo. Em todo o estado, os recursos distribuídos com a privatização da Deso parecem ter descido pelo ralo, não foram revertidos em projetos voltados para o bem-estar da população.

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Em relação à Deso, o governador Fabio Mitidieri ignorou todas as dúvidas, riscos e temores e mudou radicalmente de opinião, batendo o martelo que um dia deu sinais de jamais brandir contra os sergipanos. Agora, resta aos órgãos de controle correr atrás do prejuízo.

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