Mortes violentas intencionais, aquelas decorrentes de homicídios dolosos, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, intervenção policial e morte de policiais, caíram de forma acentuada, ano passado. Um dado que vai de encontro aos pré conceitos quanto as regiões de menor desempenho econômico do país, porém mais civilizadas.
De acordo com a supervisora do Núcleo de Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Isabela Sobral, a queda nacional foi puxada principalmente pela diminuição da violência nos estados do Norte e Nordeste. Nas regiões Sul e Centro-oeste, as taxas de MVI cresceram 3,4% e 0,8%, respectivamente. As demais regiões registraram queda: Sudeste (-2%); Norte (-2,7%); e Nordeste (-4,5%).
A taxa de mortes violentas intencionais caiu 2,4% no país em 2022 na comparação com 2021. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023.
Registraram queda: Amapá (-25%), Amazonas (9,3%), Bahia (-5,9%), Ceará (-9%), Distrito Federal (-10,1%), Espírito Santo (-4,8%), Goiás (-5,6%), Maranhão (-6,5%), Mato Grosso do Sul (-0,2%), Paraíba (-6,9%), Rio de Janeiro (-5,8%), Rio Grande do Norte (-7,7%), Roraima (-18,4%), Santa Catarina (-9%), e Sergipe (-3,9%).
O Monitor da Violência do G1 já havia atestado a tendência de queda na incidência de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) em Sergipe, no primeiro trimestre de 2023. Conforme o levantamento, há 14 estados apontados como mais violentos do que Sergipe. Embora tenha ocorrido um aumento discreto de pouco mais de 1% nos números, os dados mostravam a estabilização dos casos, que vem apresentando queda desde 2016.
Não é história da carochinha, somente a articulação entre a Polícia Civil e a Polícia Militar de Sergipe pode produzir efeitos positivos mais duradouros no dia a dia do estado. Não se cuida da segurança apenas com viaturas nas esquinas. O policiamento ostensivo cumpre, sim, um papel importante. Mas o emprego da inteligência é fundamental.


