O custo de um obra

 

O Governo de Sergipe já investiu muito dinheiro 
na construção de um Hospital do Câncer. So
mente em projetos, terraplanagem e fundação, já foram torrados mais de R$ 15 milhões. Para abreviar a via crucis percorrida pelos pacientes oncológicos, no entanto, será preciso concluir a obra, colocá-la a serviço da população. Num pedaço de papel, na boca de quem seja, a intenção mais nobre tem o mesmo efeito prático de qualquer conversa fiada.
Boa vontade e recursos não faltam. A celeridade desejável na execução do projeto, ao contrário, é verdadeira raridade em certas alturas dos trópicos. Há no Brasil milhares de obras paradas. Via de regra, empreiteiros sem escrúpulos se aproveitam das entrelinhas contratuais para empurrar obrigações com a barriga. Mais das vezes, depois de impor toda sorte de aditivos, lavam as mãos, abandonam máquinas e edifícios à ação do tempo. A ruína que custa tão caro aos cofres públicos materializa um projeto milionário.
De acordo com levantamento da Confederação Nacional das Indústrias, 2.796 obras estavam paralisadas no Brasil, ano passado. Alguém poderia relacionar o dado ao contexto de crise econômica. Mas convém lembrar que não há empreendimento mais caro do que a obra interrompida, que joga dinheiro pelo ralo sem gerar os benefícios sociais necessários.
O Hospital do Câncer já consumiu uma verdadeira fortuna, antes mesmo de ter a primeira parede levantada. Agora, o governo contrata novo anteprojeto, ao custo de R$ 300 mil, a fim de adequar o projeto original, elaborado em outro momento, lá atrás, sob a bênção de gestões passadas. Espera-se que, dessa vez, o dinheiro do contribuinte não termine no bolso de uns poucos, sem outro proveito prático.

O Governo de Sergipe já investiu muito dinheiro  na construção de um Hospital do Câncer. So mente em projetos, terraplanagem e fundação, já foram torrados mais de R$ 15 milhões. Para abreviar a via crucis percorrida pelos pacientes oncológicos, no entanto, será preciso concluir a obra, colocá-la a serviço da população. Num pedaço de papel, na boca de quem seja, a intenção mais nobre tem o mesmo efeito prático de qualquer conversa fiada.
Boa vontade e recursos não faltam. A celeridade desejável na execução do projeto, ao contrário, é verdadeira raridade em certas alturas dos trópicos. Há no Brasil milhares de obras paradas. Via de regra, empreiteiros sem escrúpulos se aproveitam das entrelinhas contratuais para empurrar obrigações com a barriga. Mais das vezes, depois de impor toda sorte de aditivos, lavam as mãos, abandonam máquinas e edifícios à ação do tempo. A ruína que custa tão caro aos cofres públicos materializa um projeto milionário.
De acordo com levantamento da Confederação Nacional das Indústrias, 2.796 obras estavam paralisadas no Brasil, ano passado. Alguém poderia relacionar o dado ao contexto de crise econômica. Mas convém lembrar que não há empreendimento mais caro do que a obra interrompida, que joga dinheiro pelo ralo sem gerar os benefícios sociais necessários.
O Hospital do Câncer já consumiu uma verdadeira fortuna, antes mesmo de ter a primeira parede levantada. Agora, o governo contrata novo anteprojeto, ao custo de R$ 300 mil, a fim de adequar o projeto original, elaborado em outro momento, lá atrás, sob a bênção de gestões passadas. Espera-se que, dessa vez, o dinheiro do contribuinte não termine no bolso de uns poucos, sem outro proveito prático.

 

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