Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Snooze foi, até o fim,
uma banda de gara-
gem. O feito extraordinário de emocionar tanta gente, ao longo de tanto tempo, aqui e alhures, jamais iludiu os seus músicos. Nunca se tratou de assinar uma obra, marcar uma geração, qualquer coisa do tipo. O único propósito da turma sempre foi a diversão e o barulho.
Isso quem afirma sou eu, amparado nas guitarras mais sólidas de toda a cena Serigy. O anúncio realizado no início do ano, quando o baixista Fábio Oliveira confirmou o fim da brincadeira, contudo, caminha no mesmo sentido. Fabinho fez planos mais ou menos vagos, de olho no futuro. Ele deixou transparecer algum desgaste e falou literalmente em alívio.
Lá se vão 25 anos, no entanto. Tempo demais para uma banda de meninos magrelos, como a Snooze já foi. Uma lapso, um intervalo muito breve, para quem cresceu junto com a banda, como eu mesmo e mais um monte de gente. Brilho eterno. Não à toa, o canto dos cisnes da Snooze coube a músicos e bandas dos quatro cantos do Brasil.
O tributo ‘Snoozing all this time’, lançado há pouco mais de um mês, com direção de Gustavo Machado, atesta a importância singular da banda sergipana na cena independente brazuca. O disco soa bastante irregular, como é natural em um projeto abraçado por músicos egressos de tantos gêneros e escolas diferentes. Mas revela a beleza insuspeita de melodias sob camadas e mais camadas de distorção. O que Bruno Del Rey faz com a canção ‘A song to prepare’, por exemplo, é comovente.
A finitude de tudo figura entre as certezas mais caras ao vasto repertório da música popular, com ou sem guitarras, na banda de cá do planeta. Tudo passa. A Snooze acabou, mas restam as canções. Não é o fim do mundo.
Rian Santos
Snooze foi, até o fim, uma banda de gara- gem. O feito extraordinário de emocionar tanta gente, ao longo de tanto tempo, aqui e alhures, jamais iludiu os seus músicos. Nunca se tratou de assinar uma obra, marcar uma geração, qualquer coisa do tipo. O único propósito da turma sempre foi a diversão e o barulho.
Isso quem afirma sou eu, amparado nas guitarras mais sólidas de toda a cena Serigy. O anúncio realizado no início do ano, quando o baixista Fábio Oliveira confirmou o fim da brincadeira, contudo, caminha no mesmo sentido. Fabinho fez planos mais ou menos vagos, de olho no futuro. Ele deixou transparecer algum desgaste e falou literalmente em alívio.
Lá se vão 25 anos, no entanto. Tempo demais para uma banda de meninos magrelos, como a Snooze já foi. Uma lapso, um intervalo muito breve, para quem cresceu junto com a banda, como eu mesmo e mais um monte de gente. Brilho eterno. Não à toa, o canto dos cisnes da Snooze coube a músicos e bandas dos quatro cantos do Brasil.
O tributo ‘Snoozing all this time’, lançado há pouco mais de um mês, com direção de Gustavo Machado, atesta a importância singular da banda sergipana na cena independente brazuca. O disco soa bastante irregular, como é natural em um projeto abraçado por músicos egressos de tantos gêneros e escolas diferentes. Mas revela a beleza insuspeita de melodias sob camadas e mais camadas de distorção. O que Bruno Del Rey faz com a canção ‘A song to prepare’, por exemplo, é comovente.
A finitude de tudo figura entre as certezas mais caras ao vasto repertório da música popular, com ou sem guitarras, na banda de cá do planeta. Tudo passa. A Snooze acabou, mas restam as canções. Não é o fim do mundo.