Ninguém ama Regina

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Regina Duarte é atriz 
de um papel só. Em 
50 anos de Rede Globo, ela teve todas as condições do mundo para fazer e acontecerem cima do palco, migrar para a tela grande, mas preferiu encarnara namoradinha do Brasil. Deu no que deu. Hoje, sem coroa de flores sobre a cabeça, Regina não é amada por ninguém.
O ofício do ator nunca foi fácil. Em tempos de hegemonia absoluta da televisão, no entanto, os sortudos contratados pela vênus platinada tinham razão de sobra para acreditar no futuro.Em certo sentido, profissionais da estirpe de Regina Duarte, Tony Ramos e Antônio Fagundes devem tudo aos belos olhos. Sem a imensa popularidade proporcionada pelos meios de comunicação de massa, dificilmente conquistariam o mesmo prestígio. A bem da verdade, não passam de canastrões.
Sim, a notoriedade é um capital simbólico. Tudo indica, é também o único índice relacionado com a atividade artística considerado pelos engravatados de turno no primeiro escalão da República. Falando francamente: Regina Duarte não é nenhuma Fernanda Montenegro. Mesmo assim, a despeito da completa inexperiência em gestão pública, tomou posse como Secretária Especial de Cultura.
Desde o convite para integrar o governo, Regina apanha de gregos e troianos.A sua primeira providência à frente da secretaria, no entanto, merece todos os aplausos. Antes mesmo de tomar posse, ela fez uso da carta branca prometida pelo presidente Bolsonaro para exonerar os discípulos da seita olavista aboletados na Cultura federal. Resta saber se após engolir este primeiro sapo, o capitão reformado terá estômago para outros.
Ninguém em sã consciência ama Regina Duarte. As novas ferramentas de comunicação ampliaram o elenco e o repertório a disposição da audiência. O mundo é grande.Hoje, a novela não mobiliza afetos como em mil novecentos e bolinha,quando elagravou Malu Mulher.

Rian Santos

Regina Duarte é atriz  de um papel só. Em  50 anos de Rede Globo, ela teve todas as condições do mundo para fazer e acontecerem cima do palco, migrar para a tela grande, mas preferiu encarnara namoradinha do Brasil. Deu no que deu. Hoje, sem coroa de flores sobre a cabeça, Regina não é amada por ninguém.
O ofício do ator nunca foi fácil. Em tempos de hegemonia absoluta da televisão, no entanto, os sortudos contratados pela vênus platinada tinham razão de sobra para acreditar no futuro.Em certo sentido, profissionais da estirpe de Regina Duarte, Tony Ramos e Antônio Fagundes devem tudo aos belos olhos. Sem a imensa popularidade proporcionada pelos meios de comunicação de massa, dificilmente conquistariam o mesmo prestígio. A bem da verdade, não passam de canastrões.
Sim, a notoriedade é um capital simbólico. Tudo indica, é também o único índice relacionado com a atividade artística considerado pelos engravatados de turno no primeiro escalão da República. Falando francamente: Regina Duarte não é nenhuma Fernanda Montenegro. Mesmo assim, a despeito da completa inexperiência em gestão pública, tomou posse como Secretária Especial de Cultura.
Desde o convite para integrar o governo, Regina apanha de gregos e troianos.A sua primeira providência à frente da secretaria, no entanto, merece todos os aplausos. Antes mesmo de tomar posse, ela fez uso da carta branca prometida pelo presidente Bolsonaro para exonerar os discípulos da seita olavista aboletados na Cultura federal. Resta saber se após engolir este primeiro sapo, o capitão reformado terá estômago para outros.
Ninguém em sã consciência ama Regina Duarte. As novas ferramentas de comunicação ampliaram o elenco e o repertório a disposição da audiência. O mundo é grande.Hoje, a novela não mobiliza afetos como em mil novecentos e bolinha,quando elagravou Malu Mulher.

 

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