Movimentos sociais cobram decretação do lockdown

Nesta sexta-feira, o presidente Estadual do PSDB de Sergipe, o ex-senador Eduardo Amorim, e o presidente do Diretório de Aracaju, Acácio Cardoso, receberam a visita do presidente Estadual do PSB, o ex-deputado federal Valadares Filho. Discutiram a possibilidade de aliança nas eleições para a PMA.

 

Movimentos sociais cobram

decretação do lockdown

 

Formado por 46 entidades ligadas aos 
movimentos sociais, o Comitê Sergi
pano Popular pela Vida, divulgou a 2ª Carta Aberta alertando sobre os óbitos por covid-19 em Sergipe, que tem aumentando muito nos últimos dias. O movimento cobra a decretação imediata do lockdown e considera "inacreditável que o Estado de Sergipe, tenha reaberto serviços e ainda pense em abrir outros na segunda, 29 de junho, quando o Estado se encontra com a taxa de ocupação de 86% das UTI’s públicas e privadas".
O movimento alerta que "naturalizar os casos de mortes até aqui registrados fere a dignidade humana". Os principais trechos da carta:
"Embora a responsabilidade pelo isolamento social seja também da sociedade, não é ela a responsável pelo não isolamento. É o Estado que tem que prover todas as condições necessárias para que a população possa realizar o isolamento social, principalmente quando uma grande parcela da sociedade não tem condições de fazê-lo em razão da fome, devendo ser assegurado a todas e todos o direito à alimentação, produtos de higiene, emprego e renda. Temos certeza de que, nesse momento, isso só será possível quando a União Federal deliberar pela emissão de moeda para promover o bem estar do povo brasileiro. Só assim poderemos atender às comunidades tradicionais (quilombolas, ribeirinhas, costeiras, indígenas, povos de terreiro, ciganos), além de outros seguimentos que não estão recebendo nem o recurso do Cartão Mais Inclusão, no valor de R$ 100,00, do Governo do Estado, nem o Auxílio Emergencial de R$ 600,00, do Governo Federal, e nem cestas de alimento. Enfim, é condição fundamental amparar estas populações, a exemplo de populações em situação de assentamento e ocupações, inclusive com testagem em massa.  
Em relação ainda ao isolamento social, este dever do Estado passa não só pelo amparo material para quem não pode fazê-lo. É imprescindível que o Estado seja rigoroso em relação à fiscalização do isolamento social, com a imediata decretação do LOOKDOWN. Como se pode ver, não foi pela consciência da população que a sociedade passou a usar obrigatoriamente o cinto de segurança em automóveis. Esse fato só foi possível a partir de blitz educativas, aplicação de multas, etc. Enfim, o papel do Estado foi fundamental para reduzir o número de mortes do trânsito e é fundamental para reduzir os óbitos durante a pandemia.
É inacreditável que o Estado de Sergipe, que se encontra com a taxa de ocupação de 84% das UTI’s públicas e privadas, sem qualquer programa ou projeto de testagem em massa da população, com a curva de contaminação em crescimento, continue nessa aventura anticientífica e inconsequente de retomada da atividade econômica. É preciso que o governo determine um LOCKDOWN JÁ para salvar vidas!  
O Plano Popular de Enfrentamento à COVID-19 em Sergipe (Plano Popular pela Vida) foi protocolado no dia 8 de junho de e até agora não há nenhum retorno do Governo de Sergipe sobre essa iniciativa popular. O COGERE (Comitê de Retomada Econômica) e o CGE (Comitê Gestor de Emergência), que não possuem nenhuma representação popular, continuam a tomar decisões anticientíficas, em total descompasso com os dados de contaminação e mortes no estado de Sergipe".
Apesar do aumento considerável no número de casos nos últimos dias, governo do estado e prefeitura de Aracaju devem manter a flexibilização da quarentena a partir da segunda-feira (29), inclusive com a normalização do transporte coletivo e reabertura do comércio.

Formado por 46 entidades ligadas aos  movimentos sociais, o Comitê Sergi pano Popular pela Vida, divulgou a 2ª Carta Aberta alertando sobre os óbitos por covid-19 em Sergipe, que tem aumentando muito nos últimos dias. O movimento cobra a decretação imediata do lockdown e considera "inacreditável que o Estado de Sergipe, tenha reaberto serviços e ainda pense em abrir outros na segunda, 29 de junho, quando o Estado se encontra com a taxa de ocupação de 86% das UTI’s públicas e privadas".
O movimento alerta que "naturalizar os casos de mortes até aqui registrados fere a dignidade humana". Os principais trechos da carta:
"Embora a responsabilidade pelo isolamento social seja também da sociedade, não é ela a responsável pelo não isolamento. É o Estado que tem que prover todas as condições necessárias para que a população possa realizar o isolamento social, principalmente quando uma grande parcela da sociedade não tem condições de fazê-lo em razão da fome, devendo ser assegurado a todas e todos o direito à alimentação, produtos de higiene, emprego e renda. Temos certeza de que, nesse momento, isso só será possível quando a União Federal deliberar pela emissão de moeda para promover o bem estar do povo brasileiro. Só assim poderemos atender às comunidades tradicionais (quilombolas, ribeirinhas, costeiras, indígenas, povos de terreiro, ciganos), além de outros seguimentos que não estão recebendo nem o recurso do Cartão Mais Inclusão, no valor de R$ 100,00, do Governo do Estado, nem o Auxílio Emergencial de R$ 600,00, do Governo Federal, e nem cestas de alimento. Enfim, é condição fundamental amparar estas populações, a exemplo de populações em situação de assentamento e ocupações, inclusive com testagem em massa.  
Em relação ainda ao isolamento social, este dever do Estado passa não só pelo amparo material para quem não pode fazê-lo. É imprescindível que o Estado seja rigoroso em relação à fiscalização do isolamento social, com a imediata decretação do LOOKDOWN. Como se pode ver, não foi pela consciência da população que a sociedade passou a usar obrigatoriamente o cinto de segurança em automóveis. Esse fato só foi possível a partir de blitz educativas, aplicação de multas, etc. Enfim, o papel do Estado foi fundamental para reduzir o número de mortes do trânsito e é fundamental para reduzir os óbitos durante a pandemia.
É inacreditável que o Estado de Sergipe, que se encontra com a taxa de ocupação de 84% das UTI’s públicas e privadas, sem qualquer programa ou projeto de testagem em massa da população, com a curva de contaminação em crescimento, continue nessa aventura anticientífica e inconsequente de retomada da atividade econômica. É preciso que o governo determine um LOCKDOWN JÁ para salvar vidas!  
O Plano Popular de Enfrentamento à COVID-19 em Sergipe (Plano Popular pela Vida) foi protocolado no dia 8 de junho de e até agora não há nenhum retorno do Governo de Sergipe sobre essa iniciativa popular. O COGERE (Comitê de Retomada Econômica) e o CGE (Comitê Gestor de Emergência), que não possuem nenhuma representação popular, continuam a tomar decisões anticientíficas, em total descompasso com os dados de contaminação e mortes no estado de Sergipe".
Apesar do aumento considerável no número de casos nos últimos dias, governo do estado e prefeitura de Aracaju devem manter a flexibilização da quarentena a partir da segunda-feira (29), inclusive com a normalização do transporte coletivo e reabertura do comércio.

Fake news

Foi adiada para a próxima terça-feira (30) a votação do projeto de lei que visa combater notícias falsas disseminadas pelas redes sociais (PL 2.630/2020), de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). O projeto estava na pauta da sessão desta quinta-feira (25) e chegou a ter oito requerimentos para adiamento negados por Davi. Durante a discussão, porém, o líder do MDB, senador Eduardo Braga (AM), disse que a oposição de vários colegas se devia ao fato de terem pouco tempo para estudar o relatório. Com isso, Braga propôs que a votação fosse transferida para permitir a adesão de mais senadores.

Novo relatório

O relator do PL 2.630/2020, senador Angelo Coronel (PSD-BA), havia entregado o seu texto na quarta-feira (24). No entanto, uma nova versão foi apresentada na tarde desta quinta, já durante a sessão.  "Todos se manifestaram no sentido de que apoiam o combate às fake news, mas que gostariam de poder se debruçar um pouco mais sobre o relatório. Não vejo nenhum problema de o Senado [adiar] a votação definitiva do enfrentamento, para fazermos com sabedoria o reconhecimento do esforço [do relator]",  disse Braga, lembrando também que o projeto ainda passará pela Câmara dos Deputados e poderá até voltar para o Senado.

Críticas

O texto é alvo de críticas de entidades da sociedade civil ligadas aos direitos na internet, que enxergam nele ameaças à liberdade de expressão, à privacidade dos usuários e à inclusão digital. O relator, Angelo Coronel, rebate as alegações e considera que essa oposição é resultado de "lobby" das empresas que operam as principais redes sociais. "Os gigantes digitais faltam com a verdade para manter o status quo. Só queremos a proteção da sociedade brasileira. Nossa legislação será dura no sentido de proteger o nosso povo",  afirmou o relator.

Riscos

Para o líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), outro problema em torno do PL 2.630/2020 seria a possibilidade de ele afastar as grandes empresas de tecnologia do Brasil. "A dúvida de como regular essas novas tecnologias é um debate que se coloca no mundo inteiro, e o cuidado é para que a regulação não termine por inibir a pesquisa e a inovação. Uma legislação malfeita poderá nos impedir de ingressar nos novos ciclos de desenvolvimento tecnológico",  alertou.

Proteção

O autor da proposta, senador Alessandro Vieira, argumentou que o projeto só se aplica a serviços virtuais com mais de dois milhões de usuários, o que protegeria as startups. Ele também reforçou que, na sua versão final, o projeto não trata de regulação de conteúdo. Em vez disso, o foco são medidas contra contas e perfis robotizados, impulsionamento em massa de mensagens e uso do anonimato para a prática de crimes contra a honra.

Calúnia

A proposta também estabelece uma série de novos crimes, como calúnia eleitoral (associação de mais de três pessoas com o objetivo de caluniar ou injuriar alguém para fins de propaganda eleitoral) e manipulação de propaganda (divulgação de conteúdo manipulado para degradar ou ridicularizar candidatos). O candidato que participar de estrutura organizada para cometer esses crimes poderá ter seu registro ou diploma cassados.

Sem unidade

Em entrevista à rádio Cultura, o pré-candidato da Rede à PMA, Henri Clay, disse não ver possibilidade de uma unidade das oposições para a disputa em Aracaju ."Os partidos de oposição têm visões diferentes e querem no primeiro turno apresentar seu programa por isso a dificuldade de composição, mas nada impede que se busque essa unidade para o segundo turno", explicou.

Antecipado

A Prefeitura de Aracaju realiza o pagamento dos salários dos servidores referente ao mês de junho, nesta segunda-feira, 29. De maneira antecipada, serão pagos os vencimentos de todos os trabalhadores ativos e inativos da gestão municipal. Também será paga a primeira parcela do décimo terceiro dos servidores nascidos em maio e junho. Mais de R$ 85 milhões serão injetados na economia com o pagamento em dia do funcionalismo público. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira, pelo prefeito Edvaldo Nogueira, em transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Compromisso

"Dia 29, dia de São Pedro, de maneira antecipada, todos os servidores estarão com o dinheiro na conta. Ainda que não possa ter as comemorações tradicionais da época, estamos pagando todos os trabalhadores da administração municipal – aposentados, pensionistas, cargos em comissão e servidores efetivos -, no dia 29, a partir de 12h, para que eles possam honrar seus compromissos. Além do salário deste mês, pagaremos a primeira parcela do décimo terceiro para aqueles que nasceram nos meses de maio e junho", informou Edvaldo.

Esforço

O prefeito reiterou que o pagamento em dia representa "um esforço gigantesco em favor do desenvolvimento econômico da cidade". "É um esforço gigantesco que estamos fazendo, investindo mais de R$ 85 milhões na economia para que possamos colaborar com o desenvolvimento econômico da nossa capital, nesse momento difícil. Temos feito um esforço muito grande no combate ao coronavírus e temos tomado atitudes que me dão esperanças de que haveremos de vencer essa pandemia. Além de combater a pandemia, estamos trabalhando muito para melhorar a vida dos aracajuanos e aracajuanas, e isso inclui o pagamento em dia dos salários de todos os servidores", afirmou Edvaldo.

Auxílio

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentou projeto (PL 3.511/2020) que prorroga o auxílio emergencial por seis meses e define critérios para avaliação de recursos apresentados pelos requerentes em caso de indeferimento. "De forma que se garanta às famílias, no mínimo, nove meses de pagamento do auxílio emergencial de R$ 600,00. Ainda, estabelecemos prazo para avaliação dos requerimentos e de seus respectivos recursos e sublinhamos a obrigatoriedade de aceitação das informações declaradas pelos requerentes, em caso de inexistência de dados atualizados nas bases do governo federal para verificação dos requisitos de elegibilidade", explicou.

Máscara

A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão da Justiça Federal do Distrito Federal que  determinou ao presidente Jair Bolsonaro o uso obrigatório de máscara em locais públicos, para proteção contra o novo coronavírus (covid-19). No recurso, a AGU argumenta que o presidente Jair Bolsonaro já está sujeito à norma do governo do Distrito Federal (GDF), que desde abril obriga o uso da máscara, sendo "absolutamente dispensável e desnecessária" que uma decisão judicial obrigue o presidente a fazer uso da proteção. O órgão argumenta ainda que Bolsonaro deve ser tratado como qualquer cidadão, não podendo ser alvo de uma sanção adicional, além da multa já prevista no decreto do GDF.

Com agências

 

Compartilhe esta notícia