Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Um tal Carlinhos Maia,
sub celebridade com
milhares de seguidores nas redes sociais, um sujeito famoso por não ter um pingo de graça, nem vergonha na cara, resolveu se gabar de suposto convite para furar a fila da vacina em Maceió. A proposta indecorosa teria partido do prefeito João Henrique Caldas. Pegou mal para todos os envolvidos.
O episódio supera o ridículo de hábito, marca indelével no "trabalho" do influencer em questão, resvala em implicações de ordem legal. O Ministério Público de Alagoas já caiu em campo para cobrar explicações. Aqui, no entanto, importa especular sobre o meio de vida dessa gente.
Jornalista profissional, tenho todas as razões do mundo para alimentar as pulgas atrás da orelha. Em primeiro lugar, temo pelo estrago causado no debate público quando um poeta de tal estirpe resolve abrir a boca para tratar de outro assunto, além dos TBT’s e Jabás de praxe. A mim, pouco importa que Calinhos Maia viva de favor, às custas das cortesias e mimos dos anunciantes. Seria muito conveniente, entretanto, que se abstivesse de comentar temas mais complexos. A importância da vacina é um exemplo excelente.
Os leitores que gastam a vista sobre as páginas sujas dos jornais precisam saber um segredo: O jornalista especializado em emitir opinião, via de regra, entende de coisa nenhuma. Do alto da própria ignorância, contudo, o bom profissional conversa com Deus e o mundo, especialistas, autoridades, recorre às bibliotecas, a fim de formular impressões coerentes com o próprio pensamento e comunicar algo que preste. O trabalho da gente é ser bem burro.
Influencers, ao contrário, costumam se comportar como senhores da própria verdade. Há exceções, claro! Mas a maioria fica "famosinho" por força do acaso e trata de capitalizar a oportunidade produzindo "conteúdo" sobre tudo e todos, ao sabor do vento, um repertório de caras e bocas, muitas vezes incluída a bunda. O influencer está andando e cagando para o conjunto da obra, faz o diabo por um like.
Carlinhos Maia (o diminutivo compõe o nome artístico do sujeito, não é uma manifestação de carinho deste que vos escreve, convém observar) já aprontou das suas em Sergipe. Certa feita, em visita à cidade dos cajueiros e papagaios, julgou que seria engraçado vandalizar uma pintura de gosto duvidoso em exposição no hall da pousada onde estava hospedado. Tascou a caneta e postou o registro do crime nas redes sociais, como faria uma criança. Eis a síntese de seu trabalho. O marmanjo ganha seguidores e dinheiro se comportando como um trombadinha, um menino sem pai nem mãe.
Rian Santos
Um tal Carlinhos Maia, sub celebridade com milhares de seguidores nas redes sociais, um sujeito famoso por não ter um pingo de graça, nem vergonha na cara, resolveu se gabar de suposto convite para furar a fila da vacina em Maceió. A proposta indecorosa teria partido do prefeito João Henrique Caldas. Pegou mal para todos os envolvidos.
O episódio supera o ridículo de hábito, marca indelével no "trabalho" do influencer em questão, resvala em implicações de ordem legal. O Ministério Público de Alagoas já caiu em campo para cobrar explicações. Aqui, no entanto, importa especular sobre o meio de vida dessa gente.
Jornalista profissional, tenho todas as razões do mundo para alimentar as pulgas atrás da orelha. Em primeiro lugar, temo pelo estrago causado no debate público quando um poeta de tal estirpe resolve abrir a boca para tratar de outro assunto, além dos TBT’s e Jabás de praxe. A mim, pouco importa que Calinhos Maia viva de favor, às custas das cortesias e mimos dos anunciantes. Seria muito conveniente, entretanto, que se abstivesse de comentar temas mais complexos. A importância da vacina é um exemplo excelente.
Os leitores que gastam a vista sobre as páginas sujas dos jornais precisam saber um segredo: O jornalista especializado em emitir opinião, via de regra, entende de coisa nenhuma. Do alto da própria ignorância, contudo, o bom profissional conversa com Deus e o mundo, especialistas, autoridades, recorre às bibliotecas, a fim de formular impressões coerentes com o próprio pensamento e comunicar algo que preste. O trabalho da gente é ser bem burro.
Influencers, ao contrário, costumam se comportar como senhores da própria verdade. Há exceções, claro! Mas a maioria fica "famosinho" por força do acaso e trata de capitalizar a oportunidade produzindo "conteúdo" sobre tudo e todos, ao sabor do vento, um repertório de caras e bocas, muitas vezes incluída a bunda. O influencer está andando e cagando para o conjunto da obra, faz o diabo por um like.
Carlinhos Maia (o diminutivo compõe o nome artístico do sujeito, não é uma manifestação de carinho deste que vos escreve, convém observar) já aprontou das suas em Sergipe. Certa feita, em visita à cidade dos cajueiros e papagaios, julgou que seria engraçado vandalizar uma pintura de gosto duvidoso em exposição no hall da pousada onde estava hospedado. Tascou a caneta e postou o registro do crime nas redes sociais, como faria uma criança. Eis a síntese de seu trabalho. O marmanjo ganha seguidores e dinheiro se comportando como um trombadinha, um menino sem pai nem mãe.