Servidores insatisfeitos

Policiais civis, militares, bombeiros a serviço do Governo de Sergipe estão ávidos, não querem saber de esmolas. Após dez anos sem qualquer espécie de reajuste, realmente não poderiam se conformar com os 5% de reajuste linear oferecidos pela administração estadual. O embate prossegue.
Convém mencionar que o longo período sem reajuste não é privilégio dos servidores da segurança pública. Todo o funcionalismo estadual observa os vencimentos serem corroídos pela inflação, sem qualquer providência do governo.
Desde que não coloquem a segurança da população em risco, os policiais e bombeiros estão cobertos de razão. Errado está o governador Belivaldo Chagas, quando afirmou que não negociaria com os sindicatos da categoria, ano passado. Por mais que enxergasse motivação política no pleito, como alegou na oportunidade, Belivaldo não tem o direito de eleger os representantes legítimos dos servidores sergipanos, a bel prazer, de acordo com a própria conveniência.
Os servidores da Segurança Pública, como de resto todo o funcionalismo sergipano, tem motivo de sobra para protestar. O próprio secretário da fazenda Marco Antonio Queiroz reconheceu recentemente a dívida do Estado com os seus colaboradores. Segundo ele, Sergipe é hoje um estado de finanças depauperadas, onde os servidores não recebem os reajustes previstos pela norma há muito tempo. Por isso a insatisfação generalizada.

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