Revisão de aposentadorias

Os aposentados brasileiros finalmente ganharam uma colher de chá. Depois do fator previdenciário, após uma reforma da previdência francamente infeliz, o Supremo Tribunal Federal finalmente bateu o martelo e autorizou o cálculo mais vantajoso para os segurados do INSS.
Votação apertada. Por 6 votos favoráveis e 5 contrários, os ministros do STF autorizaram os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a pedir a revisão da vida toda de suas aposentadorias. A decisão corrige uma injustiça.
A distorção ganhou volume no rastro do combate à inflação. Com a mudança de moeda do Cruzeiro para o Real, quem já era segurado do INSS até 26 de novembro de 1999 teve sua média salarial calculada apenas sobre as 80% maiores contribuições realizadas a partir de julho de 1994. Ocorre que, não raro, os trabalhadores recebiam vencimentos maiores, antes de a inflação finalmente ser domesticada pelo plano Real. Segundo cálculos preliminares, a matemática tem o potencial de custar muito caro às burras do Estado.
Que assim seja. O buraco na previdência social já motivou toda a sorte de declarações infelizes. Do presidente Fernando Henrique Cardoso, para quem os aposentados aos 50 seriam vagabundos, até o reformista Michel Temer, que julgou perfeitamente justo estender o tempo de contribuição aos limites da expectativa de vida do trabalhador. Certo é que, com a reforma efetivada no governo Bolsonaro, a seguridade social ganha contornos de privilégio para a maior parte dos brasileiros.

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