Papel do Brasil

Presidente eleito, Lula só assumirá a presidência em janeiro. Desde já, no entanto, trabalha com o objetivo declarado de reposicionar o Brasil no mapa mundial.
Para tanto, o presidente Lula dispõe de um ativo dos mais preciosos, negligenciado de modo criminoso pela gestão ainda em curso. A floresta amazônica, a maior floresta tropical do mundo, abriga um ecossistema de riqueza imensurável, conhecido por sua enorme biodiversidade. Ao invés de comprar uma briga insana com o mundo civilizado, a fim de entregar a floresta para os garimpeiros, os madeireiros, os grileiros, como foi feito ao longo dos últimos anos, Lula promete travar um “combate sem trégua” contra os crimes ambientais.
O JORNAL DO DIA refere-se, claro, ao discurso realizado por Lula em conferência promovida pela Organização das Nações Unidas, a COP 27, em curso no Egito. Lá, o presidente lançou a proposta de uma aliança global para combater a fome e as mudanças climáticas, fazendo um aceno a antigos parceiros políticos e comerciais, dando fim a um isolamento prolongado, promovido pela política da bala e da motosserra, a boiada do ex-ministro Ricardo Salles, tocada nos anos de Bolsonaro.
“Este é um desafio que se impõe a nós brasileiros e aos demais países produtores de alimentos. Por isso, estamos propondo uma aliança mundial pela segurança alimentar, pelo fim da fome e pela redução das desigualdades, com total responsabilidade climática”, disse Lula no referido discurso.
O mundo civilizado respira aliviado.

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