A Justiça determinou que a Prefeitura de Cristinápolis inicie o ano letivo de 2023
As prioridades dos gestores municipais estão na mira da Justiça de Sergipe. Antes da festa, argumentam os magistrados mais atentos ao bom emprego de verbas públicas, as obrigações elencadas pela Constituição Federal devem receber a devida atenção.
A Justiça determinou, nesta segunda-feira, que a Prefeitura de Cristinápolis inicie o ano letivo de 2023, em benefício de quatro mil alunos sem aulas na rede municipal. Ao mesmo tempo, veda o investimento municipal em eventos de natureza festiva, como a contratação de bandas e artistas de apelo popular.
De fato, a inversão de valores é flagrante. O município alega não possuir verbas suficientes para iniciar o ano letivo dos estudantes da rede municipal. No entanto, através das redes sociais da prefeitura, foi anunciado a realização de um show para o próximo dia 24, com um artista nacional, para celebrar os 141 anos da cidade. Via de regra, artistas de grande apelo popular, como é o caso, cobram o próprio peso em barras de ouro.
A sentença da juíza Juliana Nogueira Galvão Martins é irretocável. Mas a Prefeitura de Cristinápolis já avisou que vai recorrer, mesmo com o show de abusos suspenso. Na prática, o município admite a própria falta, mas se recusa a corrigir a rota, relega as políticas públicas voltadas para a Educação para segundo plano.

