De olho na bomba

Sujeito à elevada volatilidade do mercado internacional, os consumidores de combustíveis nos postos brasileiros enfrentam preços elevados e justificada desconfiança em relação ao produto despejado pelas bombas nos tanques dos automóveis. Na capital sergipana, por exemplo, uma fiscalização de rotina redunda em interdição de uma rede inteira.
No início da tarde desta quarta-feira, uma ação conjunta do Procon Sergipe, Ministério Público, Polícia Civil, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e auditores da Secretaria de Estado da Fazenda interditou o posto de combustíveis EKO, localizado na avenida Tancredo Neves, em Aracaju. Amostras dos combustíveis indicaram a presença de metanol, substância altamente tóxica, em níveis muito elevados.
Além de prejudicar o funcionamento regular dos automóveis, o combustível adulterado com metanol, a substância identificada em laboratório, ainda prejudica a saúde dos frentistas empregados da rede Eko. Ou seja, a fim de otimizar a própria margem de lucros, os empresários flagrados em crime contra o consumidor negligenciavam clientes e também a vida dos próprios empregados e colaboradores.
A fiscalização do comércio de combustíveis é, portanto, também uma questão trabalhista e de saúde pública. Que a vigilância do Ministério Público estadual não arrefeça, portanto, a bem de todos os sergipanos.

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