Ainda há quem atire pedras nos programas de transferência de renda promovidos pelo governo federal – um gesto orientado por preconceitos, movido por informações falsas. Estes deveriam refletir sobre o impacto econômico Bolsa Família, para além do seu alcance social, Brasil afora.
Só em Sergipe, 399 mil famílias serão atendidas pelo Bolsa Família, em setembro. São dezenas de milhões em recursos do governo federal injetados direto nas veias da anêmica economia local.
Do total repassado, R$ 21,2 milhões são destinados ao pagamento do Benefício Primeira Infância, que chega a 148,1 mil crianças de 0 a 6 anos (7 anos incompletos) na composição familiar com um valor de R$ 150 extra. Já o Benefício Variável Familiar, adicional de R$ 50 para crianças e adolescentes de 7 anos a 18 anos incompletos e gestantes, atende 14,2 mil gestantes e 248,5 mil crianças e adolescentes, num aporte de R$ 12,2 milhões.
Um total de 21,4 milhões de famílias de todos os 5.570 municípios brasileiros serão contempladas pelo Bolsa Família em setembro. O número representa aumento de 1,6% (337,8 mil famílias a mais) em relação a agosto, quando foram cerca de 21,1 milhões. O investimento do Governo Federal para os repasses é de R$ 14,5 bilhões e o valor médio do benefício no país chega a R$ 686,89, o segundo mais alto já registrado na história dos programas federais de transferência de renda.
Em um País incapaz de oferecer uma oportunidade a 13 milhões de desempregados, a fome é um dado da realidade. O pagamento do Bolsa Família tem sim, portanto, uma face assistencialista. No entanto, as consequências virtuosas na economia, derivadas do estímulo ao consumo entre os mais pobres, não são menos importantes.

