Prato raso

Segundo o sociólogo Herbert de Souza, “quem tem fome tem pressa”. A sentença faz sentido. O programa Prato do Povo, no entanto, não se pauta pela urgência dos famintos.
As primeiras providências para tirar a iniciativa do papel já foram tomadas. Mas a implantação adota um ritmo o mais moroso, em marcha lenta.
O Prato do Povo foi implementado por meio da Lei Estadual 9.228/2023 e logo passou pela fase de formalização do convênio com o Governo Federal, pelo processo de licitação e, na sequência, pela fase de contratação das empresas e execução do programa. Nesta primeira fase, entretanto, o programa chega a apenas dois municípios.
“Alinhamos que Cumbe e Macambira começam no dia 5 de fevereiro, e os demais municípios posteriormente”, disse o assessor de planejamento da Seasic, Marcelo Andrade, informando que, durante todo o processo, equipes da Seasic estiveram presentes em visitas técnicas aos municípios contemplados, desde a fase de apresentação do programa, alinhamento e mobilização das cidades, para que a população e empresários locais pudessem participar do programa. 
Sergipe é grande. O contingente de sergipanos em situação de vulnerabilidade social, infelizmente, é maior ainda. A implantação do programa Prato do Povo levou um longo período até virar realidade. E, ainda assim, ignora grande parte da população, os suplicantes em 73 municípios, tem efeito muito limitado.
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