* Rômulo Rodrigues
Em tempos nublados é compreensível que prevaleça o sentimento confuso para o cidadão comum não rebuscado na leitura da história real mexer corretamente, no tabuleiro do xadrez, as pedras para deslocar cada vez, desde o peão da primeira jogada até o xeque mate, segurança na estratégia da vitória.
Segunda feira dia 25 de agosto de 2025, Aracaju deu mais que um passo significativo na mexida de pedra, com o jogo em andamento, ao reafirmar que a capital do povo sergipano, não se vende e nem se rende.
Numa tarde ensolarada bem ao seu perfil, a câmara municipal fez o resgate histórico do orgulho, da soberania, do nacionalismo, do verdadeiro patriotismo e do louvor à coragem dos que defenderam a Liberdade ao fazer as entregas aos herdeiros dos legados do presidente da República João Goulart e do governador gaúcho Leonel Brizola os títulos de cidadãos aracajuanos.
Ninguém poderá dizer que foi uma entrega tardia, pois que; a história tem seu tempo, e ele veio na hora certa, para dizer a essa gente mais nova, legitimada em espaços de poder que, como corredores de maratonas olímpicas, os resultados de hoje se espelham nos passos pisados por antepassados, mesmos que recordes tenham sido quebrados.
A arrogância não é característica só da direita, embora tenham a propriedade histórica herdada dos antepassados para serem arrogante e que fazem questão de mostrar com orgulho e que, alguns herdeiros dos feitos gloriosos da esquerda carreguem consigo o esquecimento, por timidez, de exaltarem os feitos dos seus frente aos ícones dos que os oprimiram.
Mesmo recorrendo ao ridículo no dia do ato em Aracaju o cavalo batizado com o nome de Ronaldo Caiado não sentiu um pingo de vergonha ao bradar ao lado dos seus pares Tarcísio de Freitas e Romeu Zema que daqui a 14 meses um deles vai devolver o país para os brasileiros e expulsar o PT e Lula do Palácio do Planalto.
O momento é diferente do passado e por isso eles estão muito aperreados tentando criar um clima de terror propenso à violência mesmo sabendo que a maioria do Brasil que é consciente está firme na luta em defesa da democracia e, como tem repetido o presidente Lula: Os poderosos podem matar uma, duas ou até três rosas, mas, não conseguirão deter a chegada da primavera.
Um componente importante para deter a sanha fascista que puxa para frente a tentativa de golpe continuado para culminar com a entrega da nação ao império decadente do Tio Sam, no momento, é a criatividade do povo registrada em músicas e paródias musicais que já está circulando no universo popular e que deve incendiar o carnaval de 2026, para sepultar de vez os ímpetos golpistas.
O ódio contra o presidente Lula, o Partido dos Trabalhadores e à própria democracia é o que faz com que essa gente que saiu do fundo do poço não consiga enxergar que Donald Trump caminha a passos largos para o isolamento internacional e sendo espremido em seu próprio país por uma ebulição social conduzida pelo empobrecimento do povo e da classe média, outrora chamariz para o enganoso sonho americano, acelere o processo de decadência.
O quadro atual guiado pela teoria do louco já contaminou seus seguidores daqui de que vivenciamos uma guerra e que o presidente deles não pode perder, nem que para isso tenha que intervir no Brasil, se o país não trocar as espúrias tarifas pela anistia a Jair Bolsonaro.
A doença atinge um grau de dominação tal que absorvem como medidas democráticas por lá que Donald Trump possa cassar as licenças das emissoras NBC e ABC por criticarem seu governo e, mesmo assim, exaltem que o país como paraíso da liberdade de imprensa, quando ele anuncia que deve cassar o direito de voto das mulheres e demitir a diretora do Banco Central de lá, que é independente, se não se subordinar às suas ordens.
Como o clima de pré-guerra é propício ao surgimento de especulações, as mais quentes do momento dizem respeito em forma de boatos de sinais de gravidade no estado de saúde do presidente Donald Trump e o que deve preocupar os democratas que acreditam que a justiça tarda mais não falha é que ela está falhando na demora de prender Jair Bolsonaro e é premente lembrar o sábio Dr. que disse que o que essa gente teme é povo nas ruas e não substituir o alerta por povo nas redes que, com todo o peso do momento não emociona nem dá volume.
Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político


