Rian Santos
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A revista The Economist, uma das publicações mais prestigiosas do mundo, estampou o focinho golpista de Jair Bolsonaro na capa. A imagem é forte. O presidente de triste memória aparece com a cara lisa pintada de verde e amarelo, sob um adereço viking.
A síntese visual é das mais explícitas: o patriotismo alardeado por Bolsonaro serve a interesses estranhos à soberania nacional. A manchete, aliás, dá uma bofetada nas fuças da extrema direita global: A lição do Brasil para a América.
The Economist faz alusão ao julgamento de Bolsonaro, as similaridades e diferenças entre o golpe tentado naquele fatídico 08 de janeiro, em Brasília, e a invasão do Capitólio, sob as barbas do Tio Sam.
Lá e cá, a intenção da horda ensandecida, usada como massa de manobra, era a mesma: Reverter o resultado das eleições por meio da força. Ao contrário do comparsa gringo, no entanto, o brasileiro está prestes a ser condenado pela insurreição golpista.
Este Jornal do Dia, convém puxar a sardinha para a brasa Serigy, antecipou a capa da revista. Editorial motivado pela política tarifária sem pé nem cabeça do Diabo Loiro, se ateve a suas verdadeiras preocupações.
Sob o título “O exemplo do Brasil”, o JD defendeu: Diferente dos Estados Unidos, temos nos provado perfeitamente capazes de resistir às tentações golpistas que ameaçam o regime democrático em território nacional. Mas este é um exemplo incômodo para Trump. Se a moda pega, Bolsonaro não será o único ex-presidente de uma democracia ocidental levado às barras da Justiça por tentar um golpe de Estado.


