Ao contrário da promessa do governador Fabio Mitidieri, a privatização da Deso não desatou os gargalos da distribuição
O tempo passa e o problema de abastecimento de água tratada em Sergipe só se torna mais grave. Ao contrário da promessa do governador Fabio Mitidieri, a privatização da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) não desatou os gargalos da distribuição.
Moradores da zona norte de Aracaju e dos municípios de São Cristóvão e Barra dos Coqueiros amanheceram sem água nas torneiras, última quarta-feira. A concessionária Iguá informou que a redução no sistema de captação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Poxim comprometeu temporariamente o abastecimento de água nos três municípios.
A explicação da Iguá é insuficiente, não acena com uma solução definitiva, nem se atém à qualidade errática do seu serviço. Vira e mexe, o abastecimento é interrompido. Tudo indica, será ainda assim por muito tempo.
Era previsível. A interrupção do fornecimento de água, dias a fio, após o rompimento de tubulações na adutora do São Francisco, há alguns meses, causou muitos percalços, mas nenhum espanto. Tal como a nova interrupção do abastecimento.


