A palavra do ano

Paga-se caro pelos olhos. vidrados nas telas. (Divulgação)
Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
A Universidade de Oxford consultou 30 mil profissionais, em diversas áreas de atuação, para eleger a palavra do ano. Alude-se, assim, com extrema concisão, ao espírito do tempo.
Não por acaso, a expressão “rage bait” (isca de raiva, em tradução livre) foi eleita a palavra de 2025. Isso por que o negócio lucrativo das redes sociais, os gatilhos emocionais acionados pelos algoritmos, viciam e adoecem impunemente.
Trata-se aqui de um tema de saúde pública, com implicações políticas e sociais evidentes.
Enquanto os pobres coitados brincam de “star” nas plataformas da Meta, branquelos da estirpe de Elon Musk e Mark Zuckerberg ficam cada vez mais poderosos e apodrecem de tão ricos.
Pagamos caro pelos olhos vidrados nas telas. Pagamos, talvez, com o futuro de nossos filhos. Na república ideal de Trump e dos barões da tecnologia, a democracia é um valor relativo e a liberdade de uns se opõe à existência dos demais.
Felizmente, ou não, a presença de cada um no ambiente odiento das redes é decisão de foro íntimo. Eu mesmo caí fora e não me arrependo. Já passa da hora de os usuários abduzidos pelo ecrã questionarem o proveito pouco dos posts e memes do Instagram.
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