Infelizmente, Sergipe está no mapa da droga. E a reação da polícia local, muito limitada, ainda deixa a desejar
Ano após ano, o grande volume de entorpecentes apreendidos em Sergipe aponta a presença de organizações criminosas com enorme poder de fogo no estado.
Na peneira da polícia, dezenas de milhões de reais em drogas viram fumaça, incineradas. Tudo leva a crer, no entanto, em um negócio muito rentável para a bandidagem.
A perda é calculada, não chega a inviabilizar o tráfico. Ano passado, por exmplo, foram incineradas mais de três toneladas de drogas, resultado das apreensões realizadas ao longo de 2025 – O prejuízo gira em torno de R$ 30 milhões, segundo a polícia.
Esta semana, mais de uma tonelada de maconha foi apreendida na BR 101, na altura de Itaporanga (SE). Faz pensar na imagem de alguém enxugando gelo: um trabalho ingrato, inútil, fadado a jamais chegar a um fim.
As páginas policiais não deixam margem para dúvida: o crime organizado já se abancou por cá e disputa o território estadual com o governo de Sergipe. A apreensão regular de drogas, em volume e regularidade cada vez maior, evidencia que o comércio de entorpecentes não atende apenas ao varejo das bocas de fumo.
Infelizmente, o estado está no mapa da droga. E a reação da polícia local, muito limitada, ainda deixa a desejar.


