Música raiz

Bafo nordestino.(Divulgação)
Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Nino Karvan e o grupo Pifano de Pife se encontram hoje no palco do Café da Gente Sergipana, anexo ao Museu da Gente Sergipana, para uma apresentação única que celebra a força da música de raiz.
O repertório costura clássicos da música brasileira que dialogam com o Nordeste, a poesia e a pulsação popular.
Canções como “Viramundo” (Gilberto Gil), “Espumas ao Vento” (Fagner), “A Volta da Asa Branca” (Luiz Gonzaga), “Dona da Minha Cabeça” (Geraldo Azevedo) e “Não Chore Mais” (versão consagrada por Gilberto Gil) ganham nova textura no violão, tambores e o sopro ancestral do pífano.
Sertaneanas – Nino Karvan, aliás, vem se atendo ao bafo  nordestino com bastante regularidade e o melhor proveito.  ‘Sertaneanas’, EP recém-lançado, com três faixas, atesta tal disposição, mais uma vez.
Zoin Diadorim, uma parceria com Djenal Filho, abre o EP em tom doce e rascante, em comunhão com a voz terna da menina Tori.
Depois, Navalha Cortadeira, fruto de parceria com Julio Moura, reafirma o pendor para o árido sensível, notável na produção mais recente do artista, com a quentura na garganta de Sandy Alê.
Quando Amor Roxo soa, arranjo poeirento, alto e bom som, Nino em companhia da própria Joésia Ramos, compositora da canção, a gaita afiada de Julio Rêgo já rasgou o EP inteiro, do começo ao fim.
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