250 Anos da Fundação dos EUA – Território e Economia

Com este ensaio concluo a minha abordagem sobre Os Estados Unidos (EUA) em consideração ao seu aniversário em 04 de julho de 2026, quando irá completar 250 anos de fundação. Comentarei alguns aspectos relativos ao seu território e à sua economia.
TERRITÓRIO – Os Estados Unidos, localizados na América do Norte, cobrem uma área de aproximadamente 9,37 milhões de km², sendo o 4º maior país do mundo, atrás de Rússia, Canadá e China. Um país possui uma boa divisão territorial com 50 estados, um Distrito Federal (Washington, D.C.) e diversos territórios, incluindo Porto Rico, Marianas Setentrionais, Ilhas Virgens Americanas, Ilhas Menores Americanas, Guam e Samoa Americana.  Os Estados Unidos possuem algumas peculiaridades territoriais que reforçam sua posição geopolítica no mundo. A centralidade dos Estados Contíguos envolve 48 unidades federativas e mais o Distrito de Colúmbia; possui dois Estados não contíguos, o Alasca e o Havaí.
O Alasca é o maior estado dos EUA em extensão territorial, caracterizado por paisagens selvagens, geleiras, montanhas e um clima predominantemente frio. Tem baixíssima densidade populacional e a economia baseada em petróleo e turismo. Além disso, possui a maior costa dos Estados Unidos, superando a soma de todos os outros estados, com vasta tundra, vulcões e desertos gelados. O Alasca faz fronteira apenas com o Canadá e é separado do restante dos EUA.
O Havaí é caracterizado por ser um arquipélago vulcânico isolado no Pacífico. Destaca-se pela forte influência cultural polinésia mesclada à americana, turismo intenso, clima tropical, vulcões ativos e por ser um dos lugares habitados mais isolados do planeta. Em termos territoriais é o 43º Estados dos Estados Unidos com uma área de 28.313 Km2.
Em questões geopolíticas territoriais, os Estados Unidos possuem vantagens competitivas por serem banhados principalmente por dois oceanos: o Atlântico a leste e o Pacífico a oeste. No sul, o país é banhado pelo Golfo do México, e ao norte, o estado do Alasca é banhado pelo Oceano Ártico.
O quesito geopolítico da água é mais uma vantagem mundial que possuem os Estados Unidos, em face de ter uma vasta rede hidrográfica, com mais de 3 milhões de quilômetros de rios e milhões de lagos. Grande parte da água doce do país concentra-se nos 5 Grandes Lagos (Superior, Michigan, Huron, Erie e Ontário).
ECONOMIA – Dados pesquisados no Fundo Monetário Internacional (FMI), revelam os seguintes dados macroeconômicos dos Estados Unidos: previsão de um crescimento do PIB de 2,1% em 2026; um Produto Interno Bruto (PIB) projetado para 2026 de US$ 31,82 trilhões; um PIB per Capita de aproximadamente US$ 92 mil e com isso, a economia dos Estados Unidos confirma ser a maior economia do mundo. No quesito de inflação a previsão é de que fique em 2,4% em 2026; a taxa de desemprego chegará a 4,1% em 2026. A Balança Comercial Americana deverá concluir o ano de 2026, com um déficit comercial de US$ 1,15 trilhões, equivalente a -3,6% do PIB dos Estados Unidos. A participação do PIB dos Estados na paridade do poder de compra mundial fica em 14,52%, sendo também o maior poder de compra do mundo; a Dívida Bruta dos Estados Unidos ficará em 128,7% do PIB do país; e o investimento do exterior na economia americana será de US$ 357 bilhões.
Conforme dados pesquisados na Organização Mundial do Comércio (OMC), Os Estados Unidos são a segunda maior nação comercial do mundo, atrás apenas da China, com mais de US$ 7 trilhões em exportações e importações de bens e serviços. Os EUA mantêm relações comerciais com mais de 200 países, territórios e associações regionais em todo o mundo.
Representando menos de 5% da população mundial, os americanos geram e auferem mais de 20% da renda total global. Os Estados Unidos são a maior economia nacional do mundo e um dos principais parceiros comerciais globais. O processo de abertura dos mercados mundiais e expansão do comércio, iniciado nos Estados Unidos em 1934 e consistentemente implementado desde o fim da Segunda Guerra Mundial, desempenhou um papel importante no desenvolvimento da prosperidade americana. De acordo com o Instituto Peterson de Economia Internacional, a renda real dos americanos é 9% maior do que seria sem esse processo, como resultado dos esforços de liberalização comercial desde a Segunda Guerra Mundial. Em termos da economia americana em 2013, esses 9% representavam US$ 1,5 trilhão em renda adicional para os americanos.
Esses ganhos surgem de diversas maneiras. A expansão da produção das indústrias e produtos mais competitivos dos Estados Unidos, por meio das exportações, aumenta a renda americana. A transferência da produção para as áreas mais competitivas da economia americana contribui para o aumento da produtividade do trabalhador americano médio e, consequentemente, da sua renda. Com a capacidade de atender a um mercado global, o investimento é incentivado nos setores de exportação em expansão, e o aumento da escala de produção ajuda a reduzir os custos médios de produção. Esses efeitos contribuem para fortalecer a taxa de crescimento econômico dos Estados Unidos. Além disso, as importações aumentam as opções para o consumidor e ajudam a manter os preços baixos, elevando o poder de compra dos consumidores. As importações também fornecem insumos de alta qualidade para as empresas americanas, ajudando-as e seus funcionários nos EUA a se tornarem ou permanecerem altamente competitivos nos mercados interno e externo.
Estas informações dos Estados Unidos combinam, com a tese da força geopolítica da Nação, de acordo com as teorias do Geógrafo Ratzel, do Lebensraum: espaço territorial grande e espalhado, povo e força econômica são fundamentais para o poder de uma Nação.
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