Meu mestre deu a partida, é hora, vamos embora

* Rômulo Rodrigues
Os dois atos de domingo 16 que deram o tom das aberturas das campanhas foram muito explicativos; o de lançamento da campanha de Lula na Vila Euclides em são Bernardo do Campo, SP, mostrou o enorme prestígio que o presidente desfruta junto ao povo e à classe trabalhadora do país enquanto o fracasso de público do ato de Flávio Bolsonaro em Copacabana no Rio de Janeiro, é prenuncio de que vão tentar de tudo, com narrativas falsas controlar a abertura da boca do jacaré, mesmo com o bolsonarismo em isolamento crescente, quase sem chance de provocar um 2º turno, utilizando de avalanche de mentiras como alimento de sobrevivência que Lula se apequenou perante Donald Trump, esmolando algum prestígio ante o patrão.
O grito de alerta fica por conta da ação da PM de Tarcísio de Freitas na perseguição afrontosa ao carro do motorista de Fernando Haddad candidato declarado ao governo do estado de São Paulo, às vésperas do início das campanhas eleitorais, episódio que remete aos tempos mais bárbaros da ditadura militar que culminavam em prisões arbitrárias, sumiços e mortes com ocultações de cadáveres, o que ameaça a democracia e à própria soberania do Estado Democrático de Direito, como polo de resistência do retorno do Fascismo e que não despertou o devido repúdio dos órgãos da mídia patronal, por se tratar de porta voz os imperialistas que, por sinal, são seus acionistas majoritários.
O fato é de grande relevância pelo perigo que essa gente representa frente ao Brasil que trabalha e produz as riquezas e empunha com coragem as bandeiras do nacionalismo e da soberania do Brasil contra qualquer ameaça estrangeira que tenha aliados dentro do solo pátrio, na conivência para práticas de ações de atos belicosos; gritando por liberdade de expressão para quem fere as liberdades individuais e coletivas.
Uma tática para manter vivas as ações as ações de guerrilha da extrema direita vai ser alimentar pelo sistema de pesquisas contratadas pelo império midiático que já mostrou como funciona a manipulação da abertura do jacaré, cuja prática de mexer nos números foi bastante usada na eleição de 2014, de Dilma Rousseff contra Aécio Neves com a seguinte metodologia já no 1º turno, feita assim: usava o número obtido para Dilma, considerando o de baixo como média e baixando os 3% e, no de Aécio usava o de cima como média, aumentado 3% e, normalmente publicava empate técnico camuflando um roubo de 6% que favorecia o candidato deles.
Porém, com todo o apoio explicitado da mídia financeira, especificamente do tripé O Globo, Folha de São Paulo e Estadão o primeiro dia de campanha deixou sua marca nos atos de lançamentos, de que lado o povo vai se manifestar nas urnas.
Os dois atos deram o toque do cenário projetado;  o do Presidente Lula com uma multidão de trabalhadores e trabalhadoras, militantes em defesa do Brasil, resgatando o encanto de um estádio e redondeza apinhado de gente que abalou os alicerces da ditadura militar em 1979 e o do entreguista Flávio Bolsonaro cujo feito real foi afastar os banhistas da praia de Copacabana, temerosos de se contaminarem com vírus dos entreguistas e traidores da pátria, no mais vergonhoso ato de lançamento de uma campanha de presidente da República, desde 1989, que faz o herdeiro do nada estar em crescente isolamento ao ponto de recorrer a um tipo de mentira que não ecoa fora do campo gravitacional dos descerebrados, dizendo que o Estadista Luiz Inácio Lula da Silva se apequenou perante o anão ridicularizado em várias línguas; Donald Trump.
Ante a pergunta que não quer calar: afinal, quem defende o Brasil? A resposta está na ponta da língua de todo brasileiro e toda brasileira dotados de consciência cívica; Lula e todos e todas que estão no time de Lula. E quem está leiloando o país,  por qualquer mil réis de mel coado, na bacia das almas? A resposta o povo sabe de cor; o time cujo técnico é um presidiário condenado por trair a pátria que obedece a uma doutrina chamada Monroe, da qual nunca ouviram falar, mas, que vindo do império decadente obedece com alto grau de rebaixamento moral.
No rastro do ódio de Flávio ao pregar que os EUA vão poder mexer na eleição do Brasil dando sustentação a sua candidatura se com imposição de que, ou ele se enquadra completamente, ou vai direto para o esgoto da história, independente de quantos seguidores o seu pai ainda possa ter acumulado como herança veio a ameaça de um seu seguidor a Marina Silva na caminhada de Haddad com as mulheres no centro de São Paulo e ante o fracasso anunciado cancelou o ato de Juiz de fora, MG, dizendo temer violência do povo de Lula e do PT e, mesmo assim, com colete a prova de bala, constatou seu fracasso em Belo Horizonte.
No contraponto da civilidade vencendo a barbárie se deu em grande estilo pela voz de Janja da Silva quando, na sua posição de 1ª dama resgatou o histórico papel de Dona Marisa Letícia como a mulher que costurou a 1ª bandeira do PT e inspirou milhares de mulheres militantes a darem suporte a seus maridos, pais e irmãos, operários como Lula a erguerem um partido que hoje após 46 anos de perseguições desenfreadas prova o que o próprio Lula disse lá atrás: ninguém poderá deter a classe trabalhadora unida e organizada, conforme a presença de velhos companheiros das primeiras jornadas que aparecem para foto da verdadeira história atual do Brasil que é a de que este país é dos brasileiros e das brasileiras.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político
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